As autoridades francesas mandaram suspender o trabalho de 130 operários portugueses que estavam a construir apartamentos na região de Hérault, situada no sul daquele país. Em causa está o facto de os operários estarem a laborar no regime de destacamento de forma alegadamente ilegal.
De acordo com a autarquia, os trabalhadores estavam a laborar em cinco obras da região, para duas empresas .
Uma delas até tinha sede em França, mas obtinha trabalhadores através de uma empresa de trabalho temporário portuguesa. E uma investigação da autarquia permitiu descobrir que a empresa de trabalho temporário não tinha qualquer atividade em Portugal, o que é ilegal no regime de destacamento.
Também foi apurado que a empresa de trabalho ocasional e a sociedade de construção pertenciam à mesma família, pai e flha.
As autoridades francesas desconfiam que tudo não passava de um esquema destinado a conseguir avultados lucros com a mão de obra portuguesa que era declarada, com impostos mais baixos, em Portugal e não em França.
Em entrevista à rádio France Bleu, o édil da autarquia explicou que os custos de taxas sociais em Portugal são 25% a 30% mais baratos do que em França, onde os funcionários têm de cumprir 35 horas de trabalho.
O que seria largamente ultrapassado pelos emigrantes que estavam pelo menos desde de junho do ano passado a trabalhar naquelas obras.
A autarquia suspendeu por três meses o trabalho dos portugueses, mas obrigou a empresa a pagar-lhes o salário durante este tempo.







































