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Diáspora cria fundo de 50 milhões para investimentos em Portugal

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O presidente do conselho da direção da Diáspora Portuguesa, António Calçada de Sá (E), conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho (C), e com o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Conselho da Diáspora, José Manuel Durão Barroso (D), discursa durante o encontro Anual do Conselho da Diáspora Portuguesa no Palácio da Cidadela, em Cascais, 21 de dezembro de 2022. RODRIGO ANTUNES/LUSA

O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou hoje que a criação de um fundo de 50 milhões de euros para investimentos da diáspora em Portugal é muito significativo e representa, mais do que conversar, “chutar à baliza”.

“Pela importância que representa, é realmente, para usar uma expressão já usada aqui, chutar à baliza, é a concretização de ambições de que temos vindo a falar ao longo de muitos anos”, disse João Gomes Cravinho, em declarações à margem do Encontro Anual do Conselho da Diáspora, usando a expressão do presidente da câmara de Cascais, Carlos Carreiras, que disse que, mais do que falar sobre a importância dos emigrantes portugueses, era preciso “chutar à baliza”.

“O fundo para o investimento é muito importante, não tanto pela sua dimensão de 50 milhões de euros, que apesar de tudo é substantiva, mas mais pela forma como está dirigido para apoiar a inovação e é uma grande alavanca para a inovação, usando os conhecimentos e mais-valias do Conselho da Diáspora, que agrega um conjunto muito qualificado de portugueses em todos os cantos do mundo, com funções de grande responsabilidade em empresas, universidades e na sociedade civil”, acrescentou João Gomes Cravinho.

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O fundo agora anunciado será construído pela Portugal Ventures e o objetivo é fomentar o investimento dos emigrantes portugueses, explicou o presidente da direção do Conselho da Diáspora.

“Existem grandes oportunidades em Portugal, temos muitas empresas de base tecnológica, e este fundo de investimento que vamos lançar com a Portugal Ventures é um grande projeto para Portugal e para os portugueses, e esperemos que seja só o primeiro”, disse António Calçada de Sá, em declarações aos jornalistas durante o encontro da diáspora em Cascais.

Questionado sobre a capacidade financeira atual e os critérios para o investimento, o empresário disse que “o fundo foi anunciado e vai agora ser construído para captar fundos financeiros através da gestão da Portugal Ventures, e o Conselho da Diáspora age como facilitador desse investimento” dos emigrantes.

Os critérios, apontou, serão geridos pela Portugal Ventures, mas o fundo vai “apostar nas empresas que estão no inventário, sobretudo nos setores chave da tecnologia para transformação industrial, digitalização, saúde e turismo”.

Antes, durante a intervenção sobre ‘O Novo Mapa Geoestratégico Global e o Papel de Portugal”, o antigo primeiro-ministro e presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defendeu que Portugal deve “afirmar a sua especificidade, cuja parte essencial é a lusofonia e a diáspora”.

“Somos o país com maior estabilidade das suas fronteiras na Europa, em que mais coincide o Estado e a nação”, disse, vincando que para Portugal se afirmar na Europa há que saber captar as oportunidades.

“Muitas grandes empresas que estavam na Ásia pensam vir para a Europa, mas para evitar o movimento para a Europa Central e de Leste, precisamos de afirmar a nossa marca específica, que é manter estes elos ao mundo mais largo, e Portugal tem vantagens apesar de ser pequeno, já que somos mais flexibilidade, assim haja inteligência política e capacidade de concretizar apesar dos obstáculos culturais, sendo um deles a distância entre o conceito e a realização efetiva”.

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