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Douro é Cidade Europeia do Vinho em 2023 e tem dezenas de iniciativas programadas

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A vindima começou mais cedo no Douro para “salvar” a uva da seca e do calor e, pelos valados de uma quinta, em Alijó, cruzam-se vindimadores portugueses, timorenses e ucranianos, que minimizam a falta de mão-de-obra, Alijó, 18 de agosto de 2022. (ACOMPANHA TEXTO DE 21 DE AGOSTO DE 2022) PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

O Douro é a Cidade Europeia do Vinho em 2023, estando prevista a realização de dezenas de iniciativas ao longo do ano para mostrar o território à Europa, promover o enoturismo, a cultura, o património e o vinho, foi hoje anunciado.

A Comunidade Intermunicipal do Douro (CIM Douro) disse hoje, em comunicado, que a gala de apresentação do Douro Cidade Europeia do Vinho realizar-se-á no dia 04 de fevereiro, em Lamego.

“All Aroud Wine, All Around Douro” é o lema da candidatura do Douro à Cidade Europeia do Vinho 2023 e este galardão, conquistado em junho, em Bruxelas, é, segundo a CIM, “um dos mais importantes da história da região”, que é património mundial da humanidade desde 2001.

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A cidade do Peso da Régua já tinha tentado o título em 2018 e dessa experiência resultou uma candidatura de âmbito regional, que envolveu os diferentes agentes do Douro.

Sem especificar quais, a CIM Douro disse que está prevista a realização de “dezenas de iniciativas ao longo do ano” para mostrar o território à Europa.

“O Douro Património da Humanidade será, assim, uma referência europeia no vinho, na vinha, na cultura e na celebração harmoniosa da natureza e da obra secular realizada por gerações de durienses”, referiu a comunidade intermunicipal.

Salientou ainda que este é “tido como um dos maiores desafios coletivos que o Douro já assumiu em toda a sua história, materializando o desejo e o pulsar de toda uma região”.

“Com esta distinção como Cidade Europeia do Vinho 2023, o Douro acalenta o desejo legítimo de que a região seja um grande contribuinte das exportações nacionais, faça do vinho e da vinha uma alavanca concreta e real para o desenvolvimento da sua economia e riqueza de quem aqui vive e trabalha”, frisou.

Acrescentou que se pretende “que o território transmita, represente e seja uma marca económica, social e cultural com notoriedade, um exemplo de interação harmoniosa do homem com a natureza”.

Segundo a CIM, os 19 autarcas estão “preparados para dar corpo ao desafio” Douro Cidade Europeia do Vinho 2023, “juntamente com as entidades locais e regionais e os cerca de 22 mil produtores, assumindo a urgência da valorização do produto e a construção de uma região equilibrada e com sustentabilidade”.

“Abrir o Douro ao mundo é ademais outro propósito desta candidatura. A região do Douro, durante décadas a fio, centrou-se apenas e só na produção de vinho. Hoje o Douro, território de paisagens carismáticas com alma e atitude, com o seu aprazível rio navegável, tem a ambição legítima de trazer o mundo ao Douro. E será esta descoberta do Douro, esta vivência do Douro ‘in situ’ que gerará mais-valias ao que produzimos, ao que aqui criamos, ao nosso vinho, à nossa vinha, à nossa gente”, frisou a comunidade intermunicipal.

Esta é, para a CIM, “uma oportunidade para promover o enoturismo, a cultura e o património” e evidenciar “o vinho como elemento estratégico e essência da atividade económica”.

Desde domingo que todos os municípios adotaram a mesma imagem nas suas comunicações com o exterior, vestindo a “mesma camisola” do Douro.

A CIM Douro compreende os concelhos de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Coa e Vila Real.

A Cidade Europeia do Vinho é um concurso anual lançado pela Rede Europeia das Cidades do Vinho (RECEVIN), em 2012, e tem como objetivo a promoção turística e a divulgação das regiões europeias produtoras de vinho, tendo um caráter rotativo entre os diversos países que fazem parte da rede.

A RECEVIN conta com o apoio das associações nacionais de vinhos presentes na maioria dos 11 países membros da rede – Alemanha, Áustria, Bulgária, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Portugal e Sérvia.

O conselho de administração da RECEVIN elegeu Aranda de Duero (Espanha) como Cidade Europeia do Vinho 2020 e, devido à situação de pandemia de covid-19, este título foi alargado até 2022.

No ano de 2023 a Cidade Europeia do Vinho teria que ser portuguesa e, além do Douro, foram apresentadas as candidaturas “Algarve Golden Terroir”, que juntou os municípios de Lagoa, Albufeira, Lagos e Silves, e uma outra do Vale do Lima, que agregou os concelhos de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo.

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