A cidade de Dresden, no leste da Alemanha, foi cenário de dois ataques com bomba que não provocaram feridos. A polícia atribuiu as explosões numa mesquita e num centro de congressos a “motivos racistas”. Nenhum grupo reivindicou as ações.
O primeiro atentado aconteceu na segunda-feira (26) à noite diante de uma mesquita, onde estavam um imã, a sua esposa e os dois filhos. Os investigadores encontraram no local vestígios de uma bomba de fabrico artesanal.
Trinta minutos depois, a polícia foi alertada por uma explosão num terraço de um centro de congressos da cidade. O artefacto utilizado também era de fabrico artesanal.
“Apesar de até agora nenhuma reivindicação ter sido feita, devemos partir do princípio que se tratam de atos de caráter xenófobo“, afirmou o chefe da polícia local, Horst Kretzschmar.
Dresden receberá na segunda-feira (3) a cerimónia do 26º aniversário da reunificação da Alemanha, que terá as presenças da chanceler alemã, Angela Merkel, e do presidente federal alemão, Joachim Gauck.
Dresden foi o berço da PEGIDA, base do movimento anti-Islão, cujos comícios atraíram cerca de 20.000 apoiantes no auge da sua popularidade, no início de 2015.
O afluxo de cerca de 1 milhão de migrantes para a Alemanha no ano passado aumentou as tensões raciais, especialmente na Alemanha Oriental, onde tem havido alguns ataques em abrigos de refugiados.







































