
A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu com firmeza, nesta quinta-feira (28), a sua política de acolhimento de refugiados em conferência de imprensa convocada durante as suas férias de verão. A dirigente tem sido alvo de duras críticas após atentados cometidos por pessoas que apresentaram pedidos de asilo.
“Os terroristas querem minar a nossa vontade de acolher as pessoas em perigo. As pessoas têm medo” após os recentes atentados ou ataques, mas “o medo não pode ser a base para a ação política“, ressaltou.
“O princípio fundamental segundo o qual um país como a Alemanha não pode abandonar a sua responsabilidade humanitária, pelo contrário, deve assumi-la. Estou convencida de que nós vamos conseguir e superar esse desafio histórico“, insistiu, “nós vamos chegar lá e já conseguimos muito“.
Ao mesmo tempo, a chanceler anunciou um reforço da força policial e prometeu facilitar a expulsão de refugiados que infringirem a lei.
O governo também quer detetar de forma mais efetiva a radicalização islâmica entre os pedidos de asilo e levantou a possibilidade de que o exército alemão assuma funções policiais em grandes ataques.
O envolvimento do exército alemão, recorrente em países como a França ou Bélgica, seria uma grande mudança para o país, onde as competências dos militares são bastante estritas desde o período nazi.






































