Uma das principais metas do Instituto Politécnico de Macau (IPM) é dar o salto académico, oferecendo mais mestrados e doutoramentos, quando celebra, na próxima sexta-feira, 25 anos de existência, disse o presidente da instituição.
O futuro do IPM passa por disponibilizar “mais cursos de mestrado e de doutoramento” para poder crescer para um nível académico mais elevado, disse à agência Lusa Lei Heong Iok, recordando que a anterior aposta incidiu nas licenciaturas e que, neste momento, o IPM tem cursos de mestrado e doutoramento “só com a ajuda ou em cooperação com outras universidades”, particularmente portuguesas.
O presidente do instituto dividiu o percurso do IPM em dois grandes períodos: o da criação — anterior a 1999, data da transferência do exercício de soberania em Macau de Portugal para a China — e o da modernização ou consolidação do seu desenvolvimento.
O IPM foi criado a 16 de setembro de 1991 por um decreto-lei que o tornou independente da Universidade da Ásia Oriental (atual Universidade de Macau).
“O IPM separou-se, e quando saiu da Taipa para a península [de Macau], tinha três cursos”, recordou Lei, dando conta de que foi crescendo, paulatinamente, com a anexação de escolas ou unidades de centros públicos: “Seguiu-se o conceito do politécnico português”.
Já no capítulo da investigação, o IPM “não fazia quase nada”, “limitando-se quase totalmente à formação, ao ensino”, observou.
Uma situação que mudou, sendo que hoje em dia mais de 65% do corpo docente tem o grau de doutoramento contra 3% dessa primeira fase, destacou.
Esse período de criação foi ainda marcado por o que Lei Heong Iok qualifica de “grande conquista”: o IPM deixou de funcionar disperso por edifícios arrendados com a “importante decisão” do último governador português, Rocha Vieira, de lhe permitir ter um ‘campus’ próprio, ao dar ao IPM as instalações do antigo Liceu de Macau, desenhado pelo arquiteto Tomás Taveira.
“1999 foi um ano decisivo, um ponto de viragem”, considerou Lei Heong Iok que, nas vésperas da transferência, assumiu a presidência do IPM, até hoje.
O IPM cruzou o milénio com seis escolas, tantas quantas tem hoje: Língua e Tradução (a mais antiga), Saúde, Administração Pública, Educação e Desporto, Gestão e Artes. “Mantemos seis, mas o conteúdo e essência alteraram-se muito”, até porque, “nessa altura, esses cursos só conferiam graus de bacharelato”, afirmou.
“Pouco a pouco, transformámos os bacharelatos em licenciaturas”, contou Lei Heong Iok, sem esquecer a questão — “não menos importante” — da acreditação.
A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior de Portugal validou, até ao momento, dois — o de Administração Pública e o de Tradução/Interpretação português-chinês/chinês-português -, sendo que o IPM pretende pedir ajuda para mais cursos, incluindo na área da Saúde, de forma “a garantir a [sua] qualidade e reconhecimento internacional”.
Outra grande conquista tem a ver com a criação de “uma rede de parceria ou internacionalização”: “Começámos um período mais intensivo de cooperação com Portugal”, a qual se “desenvolveu de uma maneira muito feliz”.
Expandiu-se tanto ao nível dos cursos conferentes de grau — da licenciatura passou-se ao mestrado e depois ao doutoramento -, como no plano das áreas — da língua e cultura alargou-se à administração pública, à informática, entre outros.
O IPM coopera com o Instituto Politécnico de Leiria e com a Universidade de Lisboa e a de Coimbra no plano dos cursos, com Lei Heong Iok a destacar outro “grande importante parceiro” em Portugal ao nível da mobilidade dos estudantes: o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.
O IPM iniciou o atual ano letivo com aproximadamente 3.000 alunos nos cursos de licenciatura, 400 em mestrados e doutoramentos, a somar a cerca de 100 estudantes de intercâmbio — mais do dobro face aos inscritos no ano letivo 1999/2000.





































