Cannes e Villeneuve-Loubet já tinham proibido os fatos de banho de corpo inteiro.
Sisco, cidade na ilha da Córsega tornou-se a terceira, na França, a proibir o uso do burquini, após um incidente entre famílias de origem norte-africana e jovens locais.
Pierre-Ange Vivoni, presidente da comuna de Sisco, disse que o fato de banho de corpo inteiro usado por algumas mulheres muçulmanas seria proibido na área a partir de terça-feira, informa o Telegraph. A decisão foi tomada durante uma sessão do conselho especial da comuna, no domingo, em resposta ao aumento das tensões que provocaram cinco feridos e vários carros queimados.
As autoridades ainda têm que determinar o que provocou exatamente a briga na praia. O presidente disse ao Telegraph que o incidente começou quando um turista tirou uma fotografia a mulheres que usam burquinis. “E os magrebinos (norte-africanos) opuseram-se. No início tratava-se de uma questão bastante trivial“, disse Vivoni.
Esta é a terceira proibição introduzida em cidades costeiras francesas neste verão, com as autoridades tanto em Cannes como em Villeneuve-Loubet a proibirem o burquini no início deste mês. Partidários dos banhos dizem que se alinha com os princípios do laicismo da França, enquanto que os críticos têm-lhes chamado sexistas e islamofóbicos.
O burquini nada mais é do que uma burca adaptada para ser usada no mar ou na piscina. A roupa é muito usada pelas mulheres praticantes do Islão, já que esconde boa parte do corpo e é, ao mesmo tempo, uma vestimenta confortável.











































