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PM de Israel confirma acordo “histórico” com Líbano sobre fronteira marítima

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Israel e o Líbano alcançaram hoje um acordo “histórico” sobre a sua fronteira marítima, confirmou o primeiro-ministro israelita, Yair Lapid, resolvendo uma disputa de longa data sobre as águas no Mediterrâneo com importantes reservas de gás.

“Esta é uma conquista histórica que fortalecerá a segurança de Israel, injetará milhares de milhões na economia israelita e garantirá a estabilidade da nossa fronteira norte”, disse Lapid em comunicado.

O chefe do Governo israelita referiu que a proposta elaborada pelos Estados Unidos vai ao encontro de “todos os princípios económicos e de segurança estabelecidos por Israel”, anunciando ainda que está agendada uma reunião do seu gabinete de segurança para quarta-feira sobre este “acordo concluído” com a mediação de Washington.

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Os Estados Unidos têm vindo a mediar há dois anos as negociações entre Líbano e Israel, vizinhos oficialmente em guerra, para chegar a um acordo para delimitar a fronteira marítima e remover os obstáculos à exploração de hidrocarbonetos.

Ambos os países tinham manifestado satisfação, no início deste mês, com um projeto de acordo do mediador norte-americano Amos Hochstein.

De acordo com a imprensa, o acordo prevê que o campo ‘offshore’ Karish esteja sob controlo israelita e que as reservas de Cana, localizadas mais a nordeste, sejam concedidas ao Líbano – embora parte do mesmo atravesse a futura fronteira. O Estado hebreu receberia uma parte das receitas do gás de Cana, de acordo com as fontes.

No domingo, o grupo britânico Energean anunciou o início dos testes para ligar a plataforma de gás Karish ao território israelita.

O Ministério da Energia israelita tinha indicado, em meados de setembro, que os testes iam começar em breve para ligar à rede este campo de gás no Mediterrâneo oriental, antes de eventualmente começar a explorar essas reservas.

Em julho, o primeiro-ministro israelita, Yair Lapid, tinha discutido esta questão sensível com o Presidente francês, Emmanuel Macron, esperando que Paris usasse a sua influência para facilitar um acordo com Beirute, especialmente porque se espera que o grupo francês Total explore o campo de Cana.

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