
Mais de 50% da superfície da Terra é agora afetada por este mecanismo ligado a variações climáticas e atividades humanas.
No dia 21 de junho, o Joint Research Centre, o serviço de ciência e conhecimento da Comissão Europeia, publicou uma nova edição do Atlas Mundial da Desertificação, oferecendo uma ferramenta para os decisores melhorarem as respostas locais à perda de solo e à degradação da terra.
Tibor Navracsics, Comissário da Educação, Cultura, Juventude e Desporto, responsável pelo Centro Comum de Investigação (CCI), afirmou: “Nos últimos vinte anos, desde a publicação da última edição do Atlas Mundial da Desertificação, as pressões sobre o solo aumentaram drasticamente. Para preservar o nosso planeta para as gerações futuras, precisamos urgentemente mudar a forma como tratamos esses recursos preciosos. Esta nova edição do Atlas, que é muito mais avançada, oferece aos decisores de políticas informações abrangentes e facilmente acessíveis sobre a degradação da terra, suas causas e potenciais remédios para combater a desertificação e restaurar a terra degradada“.
Algumas das Conclusões
As principais conclusões mostram que o crescimento populacional e as mudanças nos nossos padrões de consumo exercem uma pressão sem precedentes sobre os recursos naturais do planeta:
- Mais de 75% da área terrestre do planeta já está degradada e mais de 90% pode ser degradada até 2050.
- Globalmente, uma área total de metade do tamanho da União Europeia (4,18 milhões de km²) é degradada anualmente, sendo a África e a Ásia as mais afetadas.
- Estima-se que o custo económico da degradação do solo na UE seja da ordem das dezenas de milhares de milhões de euros por ano.
Portugal afetado
A nível da UE, a desertificação afecta 8% do território, particularmente na Europa do Sul, Oriental e Central. Essas regiões - representando cerca de 14 milhões de hectares - mostram alta sensibilidade à desertificação. Treze Estados-Membros declararam-se afectados pela desertificação no âmbito da UNCCD: Bulgária, Croácia, Chipre, Grécia, Hungria, Itália, Letónia, Malta, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia e Espanha. A UE está totalmente empenhada em proteger o solo e promover o uso sustentável do solo e tem em conta estes compromissos ao elaborar propostas sobre energia, agricultura, silvicultura, alterações climáticas, investigação e outras áreas.









































