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Desflorestação na Amazónia brasileira dispara e bate recorde em janeiro

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A desflorestação na Amazónia brasileira disparou em janeiro e bateu um novo recorde, com 430 quilómetros quadrados de vegetação nativa devastados no mês, informou hoje o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A área desflorestada da maior floresta tropical do Brasil foi a maior para um mês de janeiro desde 2016.

Os dados do INPE indicaram um aumento das áreas desflorestadas de 419% face a janeiro de 2021, quando a maior floresta tropical do planeta perdeu 82,88 quilómetros quadrados de sua cobertura vegetal, e 87,9% face a 2016, quando este tipo de medição começou a ser feita.

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Os dados correspondem à medição de desflorestação feita pelo INPE a partir de um sistema de alerta - para janeiro foram 1.587 alertas - de alterações na cobertura florestal da Amazónia a partir da análise de imagens de satélite.

Apesar de ser uma estimativa, o número costuma coincidir com os dados finais reais, que só são divulgados anualmente no segundo semestre e cujos anteriores resultados não foram bons para o país.

Dados oficiais indicam que entre agosto de 2020 e julho de 2021 a Amazónia brasileira perdeu 13.235 quilómetros quadrados de vegetação, a maior área degradada num período de 12 meses nos últimos 15 anos.

Esse crescimento tem sido atribuído por ambientalistas à flexibilização das medidas de controlo e fiscalização ocorridas durante o Governo do Presidente Jair Bolsonaro, que defende a exploração económica da Amazónia e o fim da demarcação de novas reservas indígenas.

A desflorestação, causada principalmente pela mineração ilegal e pelo comércio ilícito de madeira, é uma das principais causas dos incêndios que consumiram grande parte da vegetação da Amazónia no Brasil nos últimos anos, que causaram choque em todo o mundo.

Segundo especialistas, a maior floresta tropical do planeta concentra 72,5% de toda a mineração do Brasil.

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