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Feira dos Sabores de Chaves presencial para dar sinal de normalidade

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Depois de um interregno devido à covid-19, a Feira dos Sabores de Chaves regressa ao formato presencial para “dar um sinal de normalidade” e proporcionar oportunidade de negócios aos produtores de fumeiro, presunto e dos tradicionais pastéis folhados.

O certame realiza-se entre os dias 18 e 20 de fevereiro nos moldes tradicionais, embora ainda com restrições mas com o objetivo de, segundo disse hoje o presidente da Câmara de Chaves, Nuno Vaz, “dar mais um sinal de normalidade”.

“Queremos que 2022 seja um ano normal como o entendíamos antes da pandemia e, por isso, a nossa expectativa é que as pessoas possam vir a Chaves, degustar os nossos produtos e visitar o nosso património e o muito que temos para mostrar”, afirmou o autarca, durante a apresentação do certame.

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No recinto vão marcar presença 48 expositores. Um deles é Manuel Peiroso que gere a empresa familiar “Casa do Capador”, localizada em Vilarinho das Paranheiras, e que alia a criação de porcos, com a confeção de fumeiro artesanal, um restaurante e uma carrinha onde vende sandes de leitão.

Para o empresário de 50 anos a feira é um palco para a concretização de negócios e de divulgação da marca e produtos, no entanto, salientou que, no último ano, as vendas ‘online’ se intensificaram.

“Descobriram-se outras formas e outras oportunidades que não tinham sido detetadas. Passamos a vender para sítios como as ilhas, o Algarve, ou seja, chegamos a clientes que, de outra forma, era difícil chegar e este ano estamos já a sentir o retorno de pessoas que estão a repetir encomendas”, afirmou o produtor.

A plataforma digital criada pelo município é um instrumento adicional de venda disponível o ano inteiro e atualmente agrega cerca de 30 produtores.

A empresa de Manuel Peireso, a Casa do Capador, especializou-se na criação de porco bísaro, tendo cerca de 100 animais, bem como na produção e comercialização de fumeiro.

A atividade foi complementada com um restaurante, localizado ao quilómetro 13 da Estrada Nacional 2 (EN2), onde o prato de referência é o leitão assado e, nesta altura do ano, o fumeiro. Possui ainda uma carrinha de ‘street food’ onde vende sandes de leitão em eventos.

Trata-se, explicou, de um negócio de família na qual apostou em 2010, depois de, em conjunto com a mulher, decidir mudar de vida, trocar a cidade de Vila Real onde vivia e trabalhava como gestor de mercado de uma empresa de bebidas, e regressar “às origens”.

A primeira etapa do novo desafio foi a criação de porcos, uma atividade à qual se dedicaram também o avó e o pai, com quem aprendeu a profissão de capador, ou seja de castração de animais e que diz estar “praticamente em vias de extinção”.

Também duas irmãs, emigrantes em Inglaterra, regressaram para se juntar ao projeto. Para além dos familiares, a empresa emprega ainda mais quatro colaboradores.

Em Chaves, a Feira dos Sabores pretende, segundo o autarca Nuno Vaz, “por em evidência alguns dos melhores produtos ligados à terra e à cultura”.

No certame estarão à venda, para além do fumeiro (alheira, linguiça, salpicão, chouriços variados), o presunto, o pastel e o folar de Chaves, o pão centeio, os vinhos, licores, mel e compotas.

Nuno Vaz salientou que a feira vai “também ser um espaço de solidariedade”.

No recinto estará à venda o típico arroz de fumeiro, com o custo de 2,5 euros por dose. As receitas reverterão integralmente para Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho e para o apoio a famílias carenciadas.

O “arroz de fumeiro solidário” será confecionado pelos produtores e acondicionado em doses individuais de forma a poder ser transportado e degustado fora do recinto.

“A feira terá uma dimensão menor de festa. Não vamos ter nenhum espaço de degustação, inserido na própria feira, não vamos ter a animação musical habitual e o numero de expositores e de participantes na feira foi reduzido drasticamente”, apontou Nuno Vaz.

A edição 2022 cumpre um plano de contingência, que inclui o uso obrigatório de máscara, a definição de circuitos de circulação, o condicionamento do acesso a visitantes portadores de certificado digital covid-19 ou de teste negativo. No recinto estará instalado um posto de testagem.

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