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Novo ministro da Integração de Israel quer limitar a imigração de judeus

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חבר הכנסת אופיר סופר בוועדת העבודה והרווחה, 22.6.2020. צילום: עדינה ולמן, דוברות הכנסת

O novo ministro israelita da Integração, Ofir Sofer, defendeu a alteração da Lei do Regresso, para que apenas possam migrar para Israel judeus reconhecidos pela ‘Halakah’ (lei judaica ortodoxa), ou seja, aqueles que têm mãe judia.

Desde que foi aprovada em 1950, a Lei do Regresso permitiu que qualquer pessoa que tivesse um avô judeu migrasse para o Estado de Israel – um processo de imigração de judeus da diáspora, conhecido como ‘Aliyah’.

O novo ministro da ‘Aliyah’ e da Integração, Ofir Sofer, do partido supremacista judaico ortodoxo Sionismo Religioso, defendeu hoje, numa entrevista à Rádio pública israelita, que a chamada “cláusula do neto” daquela lei deve ser eliminada, mesmo sem passar pelo Parlamento, alegando que há consenso dentro da coligação governamental para o fazer.

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O ministro justificou a sua decisão com o facto de a maioria dos emigrantes da Rússia e da Ucrânia que realizaram a ‘Aliyah’ em 2022, ano que registou números recordes, não serem judeus segundo a ‘Halakah’.

“No ano passado, uma parte considerável das pessoas que realizaram a ‘Aliyah’ não era judia de acordo com a ‘Halakah’. Isso representa 72% de todos os ‘olim’ (imigrantes judeus) da Rússia e da Ucrânia, que não podem ser considerados judeus”, explicou Sofer.

O ministro informou ainda que o seu Ministério vai criar uma comissão para formular uma política sobre esta matéria e que, na sua opinião, “deve-se procurar uma solução, sem que seja necessário legislar”.

No domingo, o líder do partido ultraortodoxo Shas, Aryeh Deri, também falou sobre a necessidade de preservar a identidade judaica de Israel, reconhecendo que “não é uma tarefa fácil”, devido a questões como a atual Lei do Regresso.

No novo Governo israelita – o mais religioso da história de Israel – Deri ocupa o cargo de ministro do Interior, que tutela a Autoridade de População e Imigração, cuja principal função é “fazer preservar Israel como um país judeu”.

As correntes mais seculares e esquerdistas em Israel alertam que essas mudanças podem fazer com que Israel rompa com a diáspora judaica e desencoraje a ‘Aliyah’, que tem sido um dos pilares sobre o qual o Estado de Israel se afirmou, permitindo o crescimento da sua população.

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