Início Futebol Liga Portuguesa FC Porto não aproveita superioridade numérica e ‘escorrega’ no Jamor

FC Porto não aproveita superioridade numérica e ‘escorrega’ no Jamor

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Casa Pia`s Lucas Soares (L) fights for the ball with FC Porto`s Evanilson during their Portuguese First League soccer match held at Jamor Stadium, Oeiras, Portugal, 7th January 2023. TIAGO PETINGA/LUSA

O FC Porto ‘escorregou’ hoje na visita ao Casa Pia, ao empatar 0-0, mesmo atuando em superioridade numérica na segunda parte do encontro da 15.ª jornada da I Liga de futebol, vendo novamente o Benfica a ‘fugir’.

A expulsão de Lucas Soares, aos 45+1 minutos, não foi suficiente para que o FC Porto superasse a sensacional caminhada do Casa Pia, promovido esta temporada ao escalão principal, depois de 83 anos de ausência, vendo-se ultrapassado pelo Sporting de Braga no segundo posto (34 pontos contra 33) e deixando o rival Benfica mais líder, com 40. Já os ‘gansos’ prosseguem com o estatuto de ‘equipa-sensação’ e são quintos, com 27.

Sérgio Conceição não fez qualquer alteração em relação ao ‘onze’ inicial que goleou o Arouca, por 5-1, na jornada passada, enquanto Godwin, após castigo, e Clayton foram as novidades, nos lugares de Romário Baró, impossibilitado de jogar, e Rafael Martins.

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Numa noite fria e chuvosa no Estádio Nacional, que, mesmo assim, não fez arredar pé alguns milhares de adeptos, maioritariamente afetos ao FC Porto, os ‘dragões’ foram mais perigosos nos primeiros instantes da partida, mas sem criar grandes sobressaltos.

A atenção de Ricardo Batista foi testada em remates de longe, mas a maior ocasião do FC Porto surgiu através da velocidade de Gabriel Veron, que, já em esforço, rematou à malha lateral, aos 12 minutos, antes de o Casa Pia tentar algumas transições atacantes.

Na sequência de um canto, um cabeceamento de Fernando Varela não levou a melhor direção, na melhor ocasião dos lisboetas na primeira parte, a anteceder uma alteração forçada na turma de Filipe Martins, com Yan Eteki no lugar do lesionado Neto, aos 22.

Os portistas apresentavam dificuldades em penetrar no bloco coeso do Casa Pia, que, não tendo um bloco baixo, conseguia fechar bem os caminhos da sua baliza e procurar contra-ataques, mas a expulsão de Lucas Soares, aos 45+1, mudou a face do encontro.

Já com amarelo, aos 33 minutos, uma entrada mais ríspida sobre Galeno deixou Lucas Soares fora da partida e, no reatamento, as duas equipas ajustaram a estratégia: João Nunes entrou para a lateral-direita do Casa Pia, que ficou a jogar sem um avançado de raiz, Clayton, enquanto Pepê rendeu Uribe, em busca de dar mais velocidade na frente.

Em superioridade numérica, o domínio do FC Porto na segunda parte foi absoluto, mas sem descobrir o golo, com as primeiras tentativas a surgirem das cabeças de Galeno e Taremi, aos 57 e 61, respetivamente, ambas a poucos centímetros da baliza contrária.

O Casa Pia procurava ‘sobreviver’ ao máximo com o ‘nulo’ no marcador, sem descurar saídas rápidas, primeiro com Godwin e, depois, com Antoine, sempre muito sozinhos no ataque, e o FC Porto instalou-se por completo nas imediações da área adversária.

O recém-entrado Toni Martínez foi o protagonista da oportunidade mais soberana de toda a partida, mas valeu uma enorme defesa de Ricardo Batista, com a perna, a parar o remate, que levava ‘selo’ de golo, à entrada da pequena área, numa fase de sufoco.

Os pupilos de Sérgio Conceição procuravam de todas as ‘maneiras e feitios’ o tento da vitória, mas esbarraram sempre na imensa solidariedade defensiva dos futebolistas do Casa Pia, que souberam aguentar a igualdade com imenso sacrifício até ao fim do jogo.

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