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Portugal vai ajudar Ucrânia com geradores, aquecedores e lâmpadas

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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, fala aos jornalistas na Cidade da Praia, ilha de Santiago, Cabo Verde, 25 de maio de 2022. ELTON MONTEIRO/LUSA

O ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, assegurou hoje que Portugal vai enviar geradores, aquecedores e lâmpadas LED para a Ucrânia, para contribuir para o novo mecanismo de coordenação da ajuda ao país sob ataque da Rússia.

A conferência “Solidários com a Ucrânia”, organizada hoje em Paris pelo Presidente francês Emmanuel Macron e em que Cravinho participou, criou o Mecanismo de Paris, para coordenação reforçada de ajuda internacional à Ucrânia, visando alocar a ajuda dada a este país com maior eficácia e melhor distribuição no terreno.

“Vamos contribuir para o novo mecanismo de coordenação com geradores, aquecedores e procurando corresponder a um pedido novo do Presidente Zelensky, que está a pedir 50 milhões de lâmpadas LED para reduzir o consumo de eletricidade, procuraremos corresponder a esse pedido. Portugal continuará a fazer a sua parte”, garantiu o ministro português.

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Assim, o Governo está agora a proceder à identificação de fornecedores portugueses de geradores para enviar para a Ucrânia, com 650 aquecedores prontos para partir já e mais 1.000 por mês a partir de fevereiro, assim como lâmpadas LED que consomem menos e vão ajudar a Ucrânia a poupar energia.

O ministro lembrou ainda a promessa portuguesa de 250 milhões de euros de ajuda, montante “sem precedentes” para a escala portuguesa, com 30 milhões de euros adicionais para o apoio aos refugiados ucranianos que chegam à Polónia.

A iniciativa de Paris deverá permitir arrecadar mais de 400 milhões de euros em assistência a Kiev.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que interveio através de videoconferência, pediu aos 46 chefes de Estado e representantes presentes em Paris cerca de 800 milhões de euros para que o seu país consiga enfrentar o frio do inverno.

Este dinheiro servirá para a aquisição de gás, mas também para reparar os danos ao sistema energético pelos consecutivos bombardeamentos russos.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais. 

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