Início Futebol Mundial 2022 Portugal imperou rumo aos quartos ao derreter Suíça que não deu luta

Portugal imperou rumo aos quartos ao derreter Suíça que não deu luta

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Raphael Guerreiro of Portugal celebrates after scoring a goal during their FIFA World Cup 2022 round of 16 match between Portugal and Switzerland at Lusail Stadium, in Lusail, Qatar, 06 December 2022. JOSE SENA GOULAO/LUSA

A seleção portuguesa de futebol imperou hoje rumo aos quartos de final do Mundial2022, diante da Suíça (6-1), que não se apresentou ao nível exigido e facilitou a tarefa aos lusos, pagando cara a eliminação nos ‘oitavos’.

No Estádio Lusail, o maior da competição do Qatar, onde Portugal tinha confirmado a presença nos ‘oitavos’, face a um triunfo sofrido com o Uruguai (2-0), o avançado Gonçalo Ramos estreou-se a titular e logo com um ‘hat-trick’ – o primeiro da presente edição do Mundial -, marcando aos 17, 51 e 67 minutos, o central Pepe apareceu na área para fazer história a nível pessoal, aos 33, e Raphaël Guerreiro e Rafael Leão também fizeram o gosto ao pé, aos 55 e 90+2, respetivamente. Pelos desastrados suíços, marcou o central Akanji, aos 58.

No sábado, pelas 15:00 (em Lisboa), no Estádio Al Thumama, em Doha, Portugal vai medir forças com Marrocos, que hoje eliminou a Espanha, no desempate por penáltis (3-0, após 0-0 nos 120 minutos).

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Para tentar a terceira presença de Portugal nos ‘quartos’ da prova mais importante de seleções, o selecionador luso teve a ousadia de fazer aquilo que talvez alguns duvidassem: colocar Cristiano Ronaldo no ‘banco’ num jogo a eliminar, fazendo entrar para o seu lugar Gonçalo Ramos, talvez por culpa da atitude do capitão na altura de ser substituído na derrota com a Coreia do Sul (2-1), algo que Fernando Santos não gostou “mesmo nada”.

De resto, foram mais sete mudanças para o confronto de hoje, em que apenas se mantiveram no ‘onze’, tendo em conta aquele que perdeu com os sul-coreanos, Diogo Costa, Diogo Dalot e Pepe.

Rúben Dias, Raphaël Guerreiro, William Carvalho, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Otávio, João Félix e Gonçalo Ramos foram as restantes ‘caras’ que figuraram no ‘onze’.

No lado helvético, Murat Yakin montou a equipa com uma linha de três centrais, dois laterais, três médios e com Shaqiri no apoio ao poderoso Embolo, um sistema com qual Portugal não se costuma dar bem.

Ainda assim, a equipa lusa, mesmo sem grandes ideias de jogo, já que apostava mais no improviso e socorria-se, muitas das vezes, de Bernardo Silva para iniciar a construção a partir de trás, pareceu não deparar-se com problemas de maior nos primeiros minutos.

Os suíços aparentavam estar mais confortáveis na troca de bola, explorando a defesa lusa através do possante Embolo, mas cá atrás, a defesa não se mostrou à altura, e João Félix agradeceu para se entender na perfeição com Gonçalo Ramos, que ‘fuzilou’ Sommer de pé esquerdo, abrindo o marcador, aos 17 minutos, sem que se justificasse.

Em desvantagem, o melhor que a Suíça fez foi obrigar Diogo Costa a aplicar-se entre os postes, num livre direto batido por Shaqiri, porém, houve nova ‘aberta’ dos centrais helvéticos e Portugal encaminhou-se para confirmar a presença nos ‘quartos’.

A equipa de Murat Yakin acusou claramente o golo sofrido e, numa bola parada, o experiente Pepe saltou como quis entre Schar e Akanji, após pontapé cobrado por Bruno Fernandes, para, aos 39 anos, ser o segundo jogador mais velho de sempre a marcar em Mundiais e o mais velho em fases a eliminar.

A partir daqui, os lusos perceberam que o tamanho desacerto defensivo adversário podia dar mais frutos na baliza de Sommer, que só não voltou a sofrer dos ‘pés’ de Ramos antes do tempo de descanso, porque se esticou todo para defender a bola para canto.

O segundo tempo iniciou-se da mesma forma como acabou o primeiro, com Portugal a fazer o que queria, a Suíça a ver jogar e Gonçalo Ramos a bisar, colocando, praticamente, um ponto final na história da partida, aos 51 minutos. Diogo Dalot serviu bem o avançado do Benfica para este empurrar para o fundo das ‘redes’.

A Suíça já não acreditava e, perante um desequilíbrio tão gritante, até deu para o lateral Raphaël Guerreiro subir até à área contrária para marcar de pé esquerdo, a passe de Ramos, que viria a tornar-se na grande figura do encontro, quando anotou o quinto dos lusos, novamente a passe de Félix, ‘picando’ a bola sobre o corpo de Sommer.

Pelo meio, Portugal não fez esquecer as debilidades defensivas visíveis nos outros encontros do Mundial, permitindo a Manuel Akanji encurtar distâncias ao segundo poste, na sequência de um pontapé de canto, aos 58 minutos.

O nome de Cristiano Ronaldo foi várias vezes proferido pelos muitos adeptos presentes nas bancadas de Lusail e o selecionador Fernando Santos fez-lhes a vontade, colocando o avançado, agora sem clube, no lugar de João Félix, embora sem acrescentar nada ao jogo das ‘quinas’, à semelhança do que tem mostrado no Qatar.

O jogo não terminaria sem que o suplente utilizado Rafael Leão marcasse o seu segundo golo no torneio, depois do primeiro apontado ao Gana, na estreia, ao desferir um belo pontapé cruzado, já para lá dos 90 minutos.

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