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MAI apela aos cidadãos para que sigam recomendações da Proteção Civil

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Inundações na zona de Alcântara, o distrito de Lisboa é o que está a ser mais atingido pelas fortes chuvadas que se fazem hoje sentir em Portugal continental, 08 de dezembro de 2022. Vários túneis e ruas em Lisboa encontram-se hoje encerradas ao trânsito devido a inundações provocadas pelas chuvas fortes que assolam a capital portuguesa, adiantou à Lusa o comandante dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, Tiago Lopes. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O ministro da Administração Interna apelou hoje aos cidadãos para que sigam as indicações da Proteção Civil face às previsões de chuva intensa e possibilidade de inundações em meio urbano.

“Os cidadãos devem seguir o conjunto das indicações disponibilizadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)”, disse aos jornalistas José Luís Carneiro, à margem do lançamento da campanha de Segurança Rodoviária de Natal e Ano Novo “O melhor presente é estar presente”, da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

Este apelo do ministro surge no dia em que a ANEPC voltou a colocar em estado de alerta especial nível laranja (o terceiro mais grave de uma escala de quarto) os distritos de Braga, Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Setúbal e Lisboa devido às previsões de chuva intensa e possibilidade de inundações em meio urbano.

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“Esses alertas servem para as instituições locais de proteção civil, nomeadamente para quem nas autarquias tem responsabilidades na área da proteção civil. É muito importante que todas as recomendações que estão integradas nesses sistemas de comunicação da ANEPC, para os municípios e conjunto da sociedade, sejam escrupulosamente cumpridas, porque cumprindo essas recomendações estão também a contribuir para um país mais seguro na vida das pessoas e na proteção dos seus bens”, precisou.

Questionado se estão à disposição todos os meios, o ministro afirmou que o sistema nacional de proteção civil é composto por vários níveis, que começam nas autarquias, uma vez que 90% das ocorrências ocorrem “em termos locais e têm soluções em termos locais”, mas quando não são suficientes sobem de patamar até atingir o nível nacional.

“Quando não há meios suficientes em termos locais sobe de nível a responsabilidade da decisão e são mobilizados os meios em razão da proximidade dos fenómenos e, quando o nível distrital não é suficiente, sobe ao nível regional e os meios são mobilizados, quer público ou privados, para apoiar as populações nas suas necessidades”, disse.

O ministro adiantou ainda que, quando os meios “não são suficientes, sobe o nível de responsabilidade para outros patamares de responsabilidade civil até ao patamar nacional”.

Num ponto de situação feito ao início pela ANEPC, as previsões meteorológicas apontam para “períodos de chuva por vezes forte e persistente” entre o final da noite de hoje e a madrugada de terça-feira, sendo o período crítico entre as 21:00 e as 09:00, com possibilidade de trovoadas e rajadas fortes de vento.

Perante as previsões de chuva, a Proteção Civil admite que poderão registar-se inundações em meio urbano, cheias e derrocadas e deslizamentos de terra. As zonas mais suscetíveis são no litoral norte, região centro e área metropolitana de Lisboa.

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