Início Política Câmara de Ponte da Barca aprova orçamento de mais de 22 ME...

Câmara de Ponte da Barca aprova orçamento de mais de 22 ME rejeitado pela oposição

68
0

O PSD na Câmara de Ponte da Barca aprovou o orçamento para 2023, no valor de 22.231.965,00 euros, mais de 450 mil euros que em 2022, rejeitado pelo PS por “não melhorar a vida da população”, foi hoje divulgado.

Em comunicado enviado às redações, a Câmara de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, explicou que o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para o ano de 2023, “define o desenvolvimento económico do concelho e a coesão social como grandes prioridades estratégicas”.

O valor do orçamento de 2022 é de 21,778.680,52 euros.

Publicidade

Para o presidente da câmara, Augusto Marinho, citado na nota, o documento, aprovado na segunda-feira em reunião extraordinária da autarquia, com os votos favoráveis dos quatro elementos do PSD, “traduz um conjunto de intenções alicerçadas que pretendem dar continuidade e alavancar o desenvolvimento sustentável do concelho, resultante de todo um processo de estratégia, empenho e rigor”.

“Tendo em consideração as várias incertezas que marcam a atualidade, nomeadamente o conflito no leste da Europa, a subida exponencial da inflação e o aumento do custo de vida para todas as famílias, o orçamento para 2023 permite uma resposta firme do município no âmbito da ação social, integrando medidas que visam garantir o apoio nas situações de maior vulnerabilidade social, assegurando paralelamente o investimento na prossecução da estratégia de desenvolvimento económico do nosso concelho”, sustentou o autarca social-democrata.

Na nota, a autarquia explica que “a promoção da coesão social continuará a ser um eixo vital, pelo que o município irá continuar a apoiar as famílias e as pessoas desfavorecidas”.

“A par do apoio direto às pessoas, é implementado o apoio à natalidade, assim como continuará a apoiar as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho na sua missão de cuidar dos idosos, apoiando o envelhecimento ativo assim como a integração das pessoas com deficiência, procurando apoiar e afirmar cada vez mais a sua valorização social.

No domínio da coesão social, o município destacou ainda “a implementação da Estratégia Local de Habitação, num investimento previsto de seis milhões de euros, criando mais e melhores condições habitacionais para as famílias carenciadas por todo o concelho”.

“Paralelamente, irá ser desenvolvido o programa de arrendamento acessível, que promove a oferta alargada de habitação para arrendamento a preços compatíveis com os rendimentos das famílias”, frisou.

Em 2023, o desenvolvimento económico será outra “prioridade”, com a “continuidade da estratégia de captação de novas empresas para Ponte da Barca, avançando com a construção da expansão da Área de Acolhimento Empresarial do Rodo, assim como a aquisição de terrenos, em Lavradas, para a construção da tão ambicionada área empresarial”.

Será ainda lançado o programa municipal “PRO-IN”, “de apoio à dinamização e modernização da atividade comercial e de incentivo ao empreendedorismo, ao emprego e à venda de produtos locais, em colaboração com o movimento associativo representativo da atividade comercial e agrícola do concelho”.

A “educação, juventude, cultura, desporto, património cultural, movimento associativo e a ligação à comunidade emigrante continuarão a merecer especial destaque na atuação municipal, e que resultam de parcerias de excelência num movimento de cooperações estratégicas a reforçar, em 2023, para continuar projetos já existentes e incrementar outros”.

Para os três vereadores da oposição PS, “este Orçamento não pretende melhorar a vida dos Barquenses” e o presidente da Câmara, “ao invés de tomar medidas responsáveis, prefere, mais uma vez, insistir na política de prometer fazer o que sabe não vai cumprir”, revelando “a absoluta incapacidade do PSD de fazer obra e de concretizar as promessas ao longo destes anos de governação”.

“Todos assistimos ao anúncio de obras e a assinaturas de protocolos (com pompa e circunstância), cuja efetivação não sai do papel. Obras que se arrastam há tanto tempo e que continuam inscritas neste orçamento para 2023, algumas desde 2018”.

Para os vereadores Pedro Lobo, Irene Dantas e Fernanda Marques, “este documento não acautela efetivamente os princípios orçamentais nem se direciona para os grandes desafios que existirão, em 2023, ao nível social”.

Os vereadores do PS queixam-se ainda de não terem sido “tidos nem achados” na elaboração do documento, ao qual tiveram acesso “em tempo inferior aos dois dias úteis que impõe a lei para a documentação das reuniões camarárias, quando pela extensão e importância do documento exigia-se um prazo superior”.

Artigo anteriorPalmeiras, de Abel Ferreira, festeja título com goleada ao Fortaleza
Próximo artigoMais de 44.500 idosos que vivem sozinhos ou isolados sinalizados pela GNR

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui