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Bruxelas mobilizou mil ME para a Ucrânia na “maior operação” de ajuda

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A Comissão Europeia já mobilizou, em nove meses de guerra na Ucrânia, mil milhão de euros em ajuda humanitária e de proteção civil para o país, na “maior e mais complexa” operação de emergência da União Europeia (UE).

O valor foi hoje avançado pelo comissário europeu da Gestão de Crises, Janez Lenarcic, que num encontro com meios de comunicação europeus em Bruxelas anunciou que, “em nove meses de guerra, a ajuda humanitária e da proteção civil da UE à Ucrânia já ascende a mil milhão de euros”, com cada uma destas componentes a representar metade do montante.

Só no que toca à assistência mobilizada para as autoridades ucranianas no terreno através do Mecanismo de Proteção Civil da UE, Janez Lenarcic referiu que “já foram mobilizadas 75 toneladas de todo o tipo de ajuda”, naquela que classificou como “a maior e a mais complexa da história” deste instrumento comunitário destinado a situações de emergência.

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Falando aos jornalistas numa visita ao Centro de Coordenação de Resposta de Emergência da UE, onde é que coordenado o apoio comunitário ao país, o responsável europeu pela tutela assinalou que “a Ucrânia submeteu o primeiro pedido de assistência, no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da UE, em meados de fevereiro, ainda antes da invasão russa”.

“Até ao momento, a Ucrânia já submeteu 119 pedidos ou atualizações e temos dado o nosso melhor para responder afirmativamente”, salientou Janez Lenarcic.

O responsável europeu pela tutela assinalou que em causa estão itens como medicamentos, equipamento médico, ambulâncias, materiais para proteção de monumentos, ferramentas agrícolas e bens alimentares.

De momento, “a nossa prioridade é a energia”, destacou Janez Lenarcic, especificando terem sido já enviados para a Ucrânia cerca de 500 geradores devido à “elevada destruição de infraestruturas críticas, com dano substancial em instalações de energia e de aquecimento”.

Numa altura em que as temperaturas na Ucrânia começam a descer, o comissário europeu apontou que “o inverno está aí e é mais perigoso” precisamente devido a tal destruição.

Devido à ameaça nuclear no país, foram ainda já enviadas centenas de medicamentos com potássio, acrescentou.

Já quanto ao incidente desta semana na fronteira da Polónia com a Ucrânia, Janez Lenarcic adiantou que a Comissão Europeia “ainda não recebeu qualquer pedido” das autoridades polacas ou ucranianas para suporte do Mecanismo de Proteção Civil da UE.

Na terça-feira, um míssil caiu na localidade polaca de Przewodow, que faz fronteira com a Ucrânia, causando a morte de dois trabalhadores agrícolas.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro passado, as necessidades humanitárias na Ucrânia subiram para níveis sem precedentes, estimando-se que 17,7 milhões de pessoas no país necessitem de apoio humanitário e assistência de proteção civil até ao final de 2022.

Em nove meses de guerra, são visíveis os danos em habitações, abastecimento de água e eletricidade, aquecimento e em infraestruturas públicas, tais como escolas e instalações de saúde.

A guerra na Ucrânia foi desencadeada pela Rússia em 24 de fevereiro deste ano, quando invadiu o país vizinho.

O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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