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Há 50 trabalhadores da central nuclear de Zaporijia ainda detidos

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Cerca de 50 trabalhadores da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, ocupada militarmente por militares russos desde março, estão “ainda prisioneiros” de Moscovo, disse hoje o presidente da operadora ucraniana Energoatom.

“Mais de 150 trabalhadores da central foram capturados” desde o início da invasão russa, no final de fevereiro, sendo “o destino de alguns ainda desconhecido”, afirmou Petro Kotin, citado pela agência francesa de notícias AFP.

“Alguns já foram libertados, mas “vários foram mortos e outros torturados”, garantiu.

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Segundo Petro Kotin, “há cerca de 50 pessoas que ainda estão prisioneiras”, pelo que a operadora nuclear ucraniana decidiu “publicar, nos próximos dias, a lista” de trabalhadores que ainda estão em mãos russas e “apelar à comunidade internacional para ajudar a libertá-los”.

O presidente da Energoatom avançou ainda com alguns detalhes sobre a detenção do ex-diretor geral da central nuclear de Zaporijia, Igor Murachov, detido pelos russos no final de setembro e libertado alguns dias depois.

“Mantiveram-no numa cave durante três dias”, disse, defendendo que “ficar sentado numa cadeira durante um dia inteiro com um saco na cabeça” é uma forma de tortura.

Kotin também indicou que os russos “gravaram vídeos com Murachov para fins de propaganda”, mas não avançou mais pormenores sobre o conteúdo ou distribuição dos filmes.

O presidente da Energoatom admitiu “não saber onde se encontram” atualmente os dois trabalhadores “sequestrados” no início desta semana pelas forças russas — o diretor informático da central, Oleg Kostioukov, e o diretor-geral adjunto, Oleg Ocheka.

A Rússia ocupa militarmente o território da central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa, tendo o Presidente, Vladimir Putin, reivindicado a anexação da região (incluindo a central) no início de outubro, bem como a de outras regiões ucranianas.

O local é alvo frequente de bombardeamentos, pelos quais Kiev e Moscovo se responsabilizam mutuamente, mas que levam a Agência Internacional de Energia Atómica a considerar a situação “insustentável” e a defender o estabelecimento de uma “zona de segurança” em redor da central nuclear para “evitar um acidente grave”.

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