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SAD Sporting aprova contas, remunerações e nova direção sem Holdimo

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Foto: Jornal do Luxemburgo

A SAD do Sporting aprovou os 11 pontos discutidos na Assembleia Geral da sociedade, que terminou durante a madrugada de hoje, entre as quais as contas, as remunerações e o novo conselho de administração para 2022-2026, sem a Holdimo.

O grupo de Álvaro Sobrinho, que é o maior acionista privado da SAD ‘leonina’ e detém 13,28% do capital da sociedade – tinha 29,85% antes da reconversão dos VMOC –, esteve ausente da reunião magna, que começou às 21:00 de quinta-feira e se prolongou até à madrugada de hoje, e deixou de ter Nuno Correia da Silva como administrador não executivo e não remunerado.

A única lista apresentada, encabeçada por Frederico Varandas, com Salgado Zenha, André Bernardo, Margarida Dias Ferreira e Maria Inês Pinto de Abreu, foi eleita por uma larga maioria, com 1.263.321 votos a favor, 14 votos contra e 22 abstenções.

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Igual resultado teve a apreciação do relatório de gestão e as contas da sociedade do exercício findo em 30 de junho, enquanto a transferência de 25 milhões de euros para resultados transitados acolheu mais dois votos a favor.

A política de remunerações dos titulares de órgãos da SAD do Sporting foi também aprovada, com 1.263.307 votos a favor, 27 votos contra e 23 abstenções, com 182 mil euros brutos anuais para o presidente e 131 mil para os membros executivos do conselho de administração, como remuneração fixa, definindo como montantes variáveis referentes a 2021/22 82 mil euros para Varandas e 55 mil para os restantes administradores.

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, citado pelo clube, o presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) da Sporting SAD, Bernardo Ayala, elogiou a forma como decorreram os trabalhos.

“A Assembleia Geral foi excelente mais uma vez, foi muito concorrida e compareceu um número muito relevante de acionistas. O debate foi muito vivo, com total liberdade de expressão dos acionistas, que fizeram perguntas e declarações e obtiveram esclarecimentos, e também da parte dos órgãos sociais, que explicaram o que tinham a explicar. Os trabalhos decorreram de forma exemplar, com um debate respeitoso”, explicou.

O líder da MAG, que também foi reeleito para o cargo, realçou a “larguíssima maioria” com que foram aprovados os documentos de gestão da sociedade, assim como a “larga maioria” das propostas referentes “à política de remunerações”.

“Há três razões fundamentais para isso. Primeiro, já passaram quatro anos desde que foi elaborada a primeira proposta de política de remunerações. Entretanto, tem de ser atualizada à luz das muitas voltas que o mundo deu”, referiu Bernardo Ayala, assinalando a perceção de que “há um desfasamento grande entre as remunerações efetivas dos titulares dos órgãos sociais da Sporting SAD e dos titulares dos órgãos sociais de outras SAD que são relevantes para efeitos de comparação”.

Por isso, Ayala pretende voltar a discutir as questões remuneratórias.

“Cumpriu-se um mandato com base numa determinada política de remunerações e está-se agora a iniciar um novo mandato. É um tema que tem de ser visto para os próximos quatro anos de forma autónoma e desligada de outros pontos da ordem de trabalhos”, rematou o dirigente da SAD ‘leonina’.

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