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Oficial da GNR vai chefiar missão europeia na República Centro-Africana

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“O Comité Político e de Segurança da União Europeia escolheu o português José Manuel Marques Dias, coronel da GNR, para chefiar a Missão Europeia de Gestão Civil de Crises na República Centro-Africana”, refere aquela força de segurança em comunicado, adiantando que a decisão surge após o mandato da missão EUAM-RCA ter sido formalmente prolongado por dois anos.

A EUAM-RCA é uma missão aprovada pelos chefes da diplomacia da UE com o objetivo de aconselhar o ministro do Interior e as forças de segurança da República Centro-Africana.

“Portugal, que também tem mais três oficiais da GNR ao Serviço da missão EUAM-RCA, bem como militares na missão militar de treino EUTM RCA19, vê assim reforçado o seu papel no processo de paz na República Centro-Africana, com a liderança da EUAM-RCA através do Coronel José Dias para chefe da missão”, salienta a GNR.

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A Missão Europeia de Gestão Civil de Crises na República Centro-Africana tem como desafio contribuir para o restabelecimento da autoridade do Estado centro-africano a fim de aumentar as condições de segurança e estabilidade até ao final do próximo ano.

José Dias, natural do Concelho de Valongo e com 54 anos, está, desde março de 2020, na missão EUAM RCA como conselheiro estratégico em Interoperabilidade com as Forças Armadas daquele país, tendo anteriormente desempenhado funções de coordenador adjunto do projeto GARSI SAHEL no Níger, um projeto de criação, formação, treino e dotação de meios, de unidades antiterroristas na região do Sahel.

Licenciado em ciências militares pela Academia Militar, em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Direito e Segurança pela Faculdade de Direito da Universidade Nova, José Dias foi oficial de Operações do Comando Operacional da GNR, oficial de Recursos Logísticos e Financeiros, oficial de Recursos Humanos e Justiça, professor de direito na Academia Militar, assessor do Ministro do Interior de Timor-Leste, e comandante dos destacamentos territoriais de Loures, Alenquer e Grândola.

Portugal tem ainda na RCA 203 militares das Forças Armadas e 45 meios no âmbito da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA).

A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por grupos armados juntos na coligação Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.

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