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Incêndio em Odemira já em fase de rescaldo consumiu 200 hectares

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O incêndio que deflagrou no domingo no concelho de Odemira (Beja) entrou hoje à tarde em fase de rescaldo, tendo consumido “uma área estimada em cerca de 200 hectares”, revelou o comandante das operações.

Em declarações à agência Lusa, Luís Oliveira, que é hoje o comandante das operações de socorro no local, indicou que o fogo, dominado durante a madrugada, ainda teve hoje uma reativação, resolvida com intervenção de uma aeronave”, e o sinistro foi considerado como estando “em fase de rescaldo por volta das 15:30”.

“O perímetro do incêndio encontra-se em consolidação de rescaldo e vigilância ativa. Temos alguns pontos quentes [aos quais] estamos a fazer face com apoio de três máquinas de rasto para abertura de caminhos”, realçou.

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Segundo o responsável das operações e também comandante da corporação de Bombeiros de Odemira, as chamas consumiram “uma área estimada em cerca de 200 hectares”,

Os combustíveis predominantes para as chamas foram “pinheiros, eucaliptos, sobreiros e mato”, acrescentou.

O incêndio provocou “danos, principalmente exteriores” numa casa de segunda habitação, adiantou, indicando ainda que as 16 pessoas que foram retiradas das suas casas, por precaução, devido ao fogo, “já regressaram às habitações”.

No domingo, uma fonte do Comando Territorial de Beja da GNR precisou à Lusa que tinha sido “evacuado um total de oito residências”, sendo retiradas “16 pessoas”, das quais “10 moradores e seis turistas”.

Outros 15 turistas saíram, por decisão própria, de um turismo rural da zona, disse, então, o presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro.

Hoje, também em declarações à Lusa, o autarca afirmou que “a fase de rescaldo do incêndio está a ser feita com cuidados acrescidos”, por causa da existência de “pontos quentes e de muito vento”, que já provocaram “um pequeno reacendimento”, entretanto resolvido.

O autarca confirmou a estimativa de “à volta de 200 hectares” queimados e revelou que já foi iniciada a avaliação dos danos, sobretudo na área da floresta, onde foram destruídos “um pinhal, um eucaliptal e também algumas vedações e parqueamento de animais”.

“Onde começou o incêndio há uma boa zona de medronhal e é natural que existam também aí prejuízos”, acrescentou.

O alerta para o incêndio, que deflagrou na zona de Medronheira, na freguesia de São Teotónio, Odemira, foi dado às 12:05 de domingo, tendo o fogo sido considerado dominado às 02:25 de segunda-feira.

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