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Governo vai pagar um milhão de euros aos bombeiros que participaram no dispositivo de combate

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O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, acompanhado pela secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar (E), fala durante a sua audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias e a Comissão de Agricultura e Pescas, na assembleia da República em Lisboa, 28 de setembro 2022. TIAGO PETINGA/LUSA

O Governo vai pagar antecipadamente um milhão de euros às associações humanitárias de bombeiros que participaram no dispositivo de combate a incêndios rurais, montante que já foi autorizado pelo Ministério das Finanças, anunciou hoje o ministro da Administração Interna.

“Como assumido, foi já despachado pelo Ministério das Finanças a antecipação de um milhão de euros para efetuar pagamentos às associações humanitárias de bombeiros que participaram no dispositivo de combate a incêndios”, disse José Luís Carneiro numa audição conjunta nas comissões parlamentares de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e de Agricultura e Pescas sobre os incêndios que deflagraram durante este ano.

O ministro avançou também que os montantes pagos até 20 de setembro no âmbito do combate aos fogos foram “já de 22,2 milhões de euros com o dispositivo terrestre, despesas extraordinárias e combustíveis”.

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“Para o Dispositivo Especial de Combates a Incêndios Rurais 2022 (DECIR) foi definido um montante estimado em 32,8 milhões de euros, mais 13% que no ano anterior, valor a que deverão ser adicionados cinco milhões de euros como verba afeta a grupos de reforço e 70 milhões de euros para a frota dos 60 meios aéreos de combate a incêndios”, afirmou.

Na sua intervenção inicial, o ministro deu conta do reforço de meios terrestres no DECIR durante este ano, nomeadamente nos bombeiros.

José Luís Carneiro falou das altas temperaturas registadas este ano, conjugadas com o índice de combustível e seca.

“Aquilo que vemos é que os valores médios acumulados de índice de combustível disponível em 2022 foi o valor mais elevado dos últimos 20 anos e o índice de seca o mais elevado desde 2005. Estes indicadores são reveladores da disponibilidade que atingiu o combustível vegetal, o que explica a ferocidade e a intensidade dos incêndios”, sublinhou.

O governante disse ainda que os 10% dos incêndios que deflagraram este ano e não conseguiram ser extintos em 90 minutos estão a ser alvo de uma análise detalhada, que está a ser feita pela subcomissão de lições aprendidas, que funciona no âmbito da Comissão Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, que está na orgânica da Agência Integrada de Fogos Rurais (AGIF).

Esta análise conta ainda com contributos de peritos nacionais de universidades e centros de investigação, “que aceitaram o convite para congregarem o seu conhecimento e contribuírem para o aperfeiçoamento dessa avaliação e melhoria contínua a introduzir no sistema de combate aos incêndios rurais”, afirmou ainda o ministro.

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