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Festa do PCP arranca hoje com homenagem a José Saramago

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Militantes do Partido Comunista Português (PCP) durante o comício de encerramento da 44ª edição da Festa do Avante, que decorreu na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal, 06 de setembro de 2020. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

A 46.ª edição da “Festa do Avante!” arranca hoje na Quinta da Atalaia, no concelho do Seixal, com uma visita do secretário-geral comunista às exposições do certame político-cultural e um concerto em homenagem à obra de José Saramago.

A abertura de portas está prevista para as 18:00 e uma hora depois Jerónimo de Sousa vai deslocar-se ao Espaço Central da ‘Festa’ para visitar as exposições.

Uma das exposições, “Crianças e pais com direitos, por um Portugal com futuro”, reflete a maior bandeira do PCP nos últimos anos: os direitos dos pais e das crianças.

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Esta bandeira esteve na origem, por exemplo, da proposta para a criação de uma rede pública de creches. Outras propostas neste âmbito são a redução do número de horas de trabalho por semana.

A maioria dos debates vão ocorrer no sábado e domingo e na programação político-cultural o destaque de hoje vai para o concerto sinfónico “Música na palavra de Saramago”, pela Orquestra Sinfonietta de Lisboa, homenagem por ocasião do centenário do nascimento do Nobel da Literatura português, José Saramago, antigo militante comunista.

O concerto terá início às 22:00 no palco principal e vai percorrer a obra do autor de “Ensaio sobre a Cegueira”, “Memorial do Convento”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, “A Viagem do Elefante”, entre outros.

Uma hora antes, no espaço “CineAvante!”, será exibido “O Jovem Cunhal”, do realizador João Botelho.

Este ano não há quaisquer restrições, em oposição com o que aconteceu nas últimas duas edições por causa da pandemia, mas houve modificações que permaneceram, como os lugares sentados durante o concerto sinfónico, o “Avanteatro” ao ar livre e os pagamentos ‘contactless’ em todos os espaços.

O momento alto da ‘Festa’ e rentrée comunista vai ser o discurso do secretário-geral comunista, no domingo, durante o comício de encerramento.

O discurso é habitualmente um rescaldo dos últimos meses com críticas à atuação do Governo. Se antes eram veladas e apontavam o que o PCP queria das negociações com o PS a propósito do Orçamento do Estado, agora, em cenário de maioria absoluta, Jerónimo de Sousa deverá apontar o dedo ao que está a falhar desde a tomada de posse do terceiro executivo de Costa.

É expectável que o caos nos serviços de urgência dos hospitais, a inflação e o aumento dos preços de bens essenciais e combustíveis, mas também das rendas e das prestações das casas, a estagnação de salários e pensões, e a guerra da Ucrânia e o posicionamento dos comunistas face ao conflito, estejam incluídos na declaração que Jerónimo de Sousa vai fazer aos militantes.

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