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Angola/Eleições: UNITA não reconhece vitória do MPLA

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Adalberto Costa Junior, presidential candidate of UNITA (National Union for the Total Independence of Angola) while reading a communiqué to the media in which it does not recognize the MPLA's victory, flanked by Abel Chivukuvuku (L) and Filomeno VieiraLopes (R) at the party headquarters in Luanda, Angola, 26 August 2022. The general elections will define the composition of parliament and the names of the President and Vice President of the Republic. PAULO NOVAIS/LUSA

O líder da UNITA não reconheceu hoje a vitória do MPLA nas eleições gerais de quarta-feira em Angola e pediu uma comissão internacional para comparar as atas eleitorais na posse do partido com as da Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

“Não existe a menor dúvida que o MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola] não ganhou as eleilões do dia 24”, disse o presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, em declarações aos jornalistas na base do partido, em Luanda.

“O MPLA não ganhou as eleições, pelo que a UNITA não reconhece os resultados provisórios da CNE”, reforçou.

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Na sua intervenção, referindo-se a uma “trapalhada da CNE” na contagem dos votos, Adalberto Costa Júnior indicou três círculos onde a UNITA, segundo as contas do partido, teve pelo menos mais três mandatos.

Segundo dados divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), quando estavam escrutinados 97,03% dos votos das eleições realizadas na passada quarta-feira, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975) obteve 3.162.801 votos, menos um milhão de boletins escrutinados do que em 2017, quando obteve 4.115.302 votos.

Já a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) registou uma grande subida, elegendo deputados em 17 das 18 províncias e obtendo uma vitória histórica em Luanda, a maior província do país, conseguindo até ao momento 2.727.885 votos, enquanto em 2017 obteve 1.800.860 boletins favoráveis.

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