Início Política Incêndios: MAI pede “consenso político alargado” para os próximos 20 anos

Incêndios: MAI pede “consenso político alargado” para os próximos 20 anos

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O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, durante a sua audição na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Liberdades e Garantias, na Assembleia da República, em Lisboa, 19 de julho de 2022. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O ministro da Administração Interna pediu hoje no parlamento “um consenso político alargado” para os próximos 20 anos para as áreas de combate aos incêndios, ordenamento do território, desenvolvimento rural e florestas.

“No espaço de consensualização política esta área de combate aos incêndios rurais e, a montante do combate, o ordenamento do território, a valorização do desenvolvimento rural e de uma política florestal capaz de conferir valor económico, social e ambiental à floresta é uma das áreas em que se deveria estabelecer um consenso político alargado, para os próximos 20 anos, tendo por objetivo a estabilidade das políticas públicas e uma alteração estrutural do modelo de desenvolvimento económico rural e florestal”, disse José Luís Carneiro.

Na sua intervenção inicial, na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, o governante precisou que este “consenso político alargado” devia ser alargando às políticas em curso e à implementação de novas políticas.

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Aos deputados, o ministro destacou também os “níveis de eficácia” do dispositivo de combate os incêndios, apesar dos fatores de risco dos últimos dias.

“Vivemos em situações extremas, fruto das alterações climáticas, da seca, mas não só, e que têm atingido todos os países com um clima similar ao nosso. Os meios são sempre finitos. Contudo, os níveis de eficácia estão entre os melhores de sempre”, disse.

José Luís Carneiro deu conta que se verificou “um grau de eficácia de 90% porque esse número de incêndios é extinto em menos de 90 minutos, e quando cerca de 80% dos incêndios só queimam até um hectare”.

O ministro destacou igualmente “a eficiência das evacuações” e a “confiança e reconhecimento em relação aos agentes de proteção e socorro pelo seu desempenho nas últimas semanas”.

“Face ao problema, agiu-se atempadamente para o combater. Antecipação, decisão e comunicação. Foi o que se procurou fazer. Vivemos em situações extremas, fruto das alterações climáticas, da seca, mas não só, e que têm atingido todos os países com um clima similar ao nosso. Os meios são sempre finitos. Contudo, os níveis de eficácia estão entre os melhores de sempre”, frisou.

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