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Governo português condena ataque contra ex-PM japonês Shinzo Abe

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O Governo português condena o ataque contra o ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, que morreu hoje após ter sido baleado enquanto discursava num comício, afirmando que “não há lugar para a violência na política”.

“Não há lugar para a violência na política. Portugal condena o ataque contra o antigo primeiro-ministro Shinzo Abe e reiteramos a nossa solidariedade a todos os amigos japoneses”, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, numa nota publicada na rede social Twitter.

Na mesma mensagem, o chefe da diplomacia portuguesa acrescentou que Portugal envia em especial “uma mensagem de apoio à família de Shinzo Abe neste momento muito difícil”.

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Shinzo Abe morreu hoje depois de ter sido atingido a tiro enquanto discursava num comício eleitoral em Nara, uma cidade no oeste do Japão.

Abe, 67 anos, foi atingido pelas costas quando fazia um discurso na rua antes das eleições parlamentares de domingo.

O Partido Liberal Democrático (LDP), a que pertencia, anunciou a sua morte após os serviços de saúde terem informado que Abe tinha sido levado para um hospital em paragem cardiorrespiratória, segundo a agência espanhola EFE.

O alegado autor dos disparos foi detido no local segurando uma arma, com a qual terá disparado dois tiros contra Abe.

Trata-se de um antigo membro da componente naval da Força de Autodefesa do Japão, atualmente desempregado.

A polícia identificou-o como Yamagami Tetsuya, 41 anos, originário de Nara.

Desconhecem-se os motivos do atentado.

Os comícios eleitorais no Japão são geralmente realizados na rua e com poucas medidas de segurança, devido à baixa taxa de criminalidade e de ataques com armas de fogo.

Abe foi primeiro-ministro em 2006, durante um ano, e novamente de 2012 a 2020, batendo recordes de longevidade na liderança do Japão.

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