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Feira da Luz volta a Carnide, em Lisboa, como é tradição há mais de 500 anos

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A Feira da Luz, uma das mais antigas do país, volta à freguesia de Carnide, em Lisboa, de 27 de agosto a 25 de setembro, com comércio tradicional, petiscos e concertos, depois de dois anos suspensa devido à pandemia.

A feira, com mais de 500 anos, traz ao Jardim da Luz, junto à Igreja de Nossa Senhora da Luz, padroeira da freguesia, comerciantes de artesanato, loiças, vergas, plásticos, atoalhados, tapetes, flores, móveis, roupa, calçado e a parafernália de utensílios e ferramentas que já são difíceis de encontrar.

“Estamos muito felizes por voltar. Muitas pessoas dizem-nos que estão à espera da feira para comprar algumas coisas mais tradicionais, como loiças, cutelarias e outras coisas, como o artesanato, que só encontram aqui. Este ano, já podem comprar”, disse hoje à Lusa o presidente da junta de freguesia de Carnide, Fábio Sousa.

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Também há comidas e bebidas, petiscos da gastronomia tradicional, farturas e algodão doce e carrinhos de choque, além de música tradicional e uma grande dinamização cultural.

Os concertos ao ar livre, com entrada gratuita, iniciam-se em 27 de agosto com a banda Carapaus Azeite e Alho, num programa que pretende “tocar vários públicos, desde o juvenil ao mais tradicional”, acrescentou.

O cartaz inclui também Ivo Lucas e HMB (em 02 e 03 de setembro), Kumpania Algazarra e Matay (09 e 10 de setembro), Jorge Guerreiro e Gisela João (16 e 17 de setembro), Rosinha, Rita Guerra (23 e 24 de setembro) e Agir, no dia de encerramento, em 25 de setembro.

Segundo o autarca, a feira volta muito parecida com o que era antes da pandemia de covid-19 e no essencial o grupo de feirantes é o mesmo, apesar da “dificuldade gigante adicional” que a organização está a ter este ano, relacionada com o impacto financeiro, numa altura em que “tudo aumentou”, desde o combustível ao aluguer dos ‘stands’.

“A feira mantém a sua génese também muito religiosa, tem todas as procissões agregadas, desde a procissão das velas à noite, que é menos conhecida, até à procissão em honra de Nossa Senhora da Luz, que aí sim, é bem mais conhecida, que será no último dia, o último domingo do mês de setembro”, salientou Fábio Sousa.

A Feira da Luz teve origem precisamente na romaria ao Santuário de Nossa Senhora da Luz, que há mais de 500 anos – quando Carnide era uma povoação dos arrabaldes de Lisboa – durava o mês inteiro de setembro.

Esta “feira única” na capital foi cancelada devido à covid-19 em 2020, ano em que, no local, em vez dos feirantes, esteve uma exposição de fotografias de edições anteriores. Em 2021 apenas tiveram lugar cerimónias religiosas.

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