Início Política Costa pede ao PS para ignorar “casos e casinhos” da “bolha político-mediática”

Costa pede ao PS para ignorar “casos e casinhos” da “bolha político-mediática”

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O secretário-geral do PS defendeu hoje que o partido deve continuar a ignorar a “bolha político-mediática” e concentrar-se nos problemas concretos que interessam aos portugueses, aludindo à polémica sobre o novo aeroporto de Lisboa.

“O PS não pode deixar de fazer aquilo que tem sabido fazer tão bem que é ignorar a bolha político-mediática e concentrar-se naquilo que interessa aos portugueses”, como o aumento do custo de vida, a melhoria do Serviço Nacional de Saúde, o arranque do ano letivo e o combate aos incêndios, disse António Costa na intervenção que proferiu na abertura da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorre em Ílhavo, Aveiro.

Na parte final de um discurso de quase 40 minutos, o líder dos socialistas lembrou que a “chave do sucesso” do PS, nos últimos anos, tem sido saber resistir a não reger a sua agenda pela “agenda da bolha político-mediática”.

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“É uma bolha que se entusiasma imenso com casos e casinhos, consome horas infindáveis de tempo de televisão por cabo, quase tanto tempo como aqueles infinitos debates em que durante toda a semana comentadores comentam o jogo de futebol da semana anterior”, disse Costa.

De acordo com o líder socialista e primeiro-ministro, a função de um político é ter “uma visão para o país e resolver os problemas do país” e não “andar a entreter com casos e casinhos que alimentam a bolha político-mediática”.

“Deixemos a oposição andar numa luta para saber quem é que é mais à direita e mais contra o Costa e mais contra o PS. Ótimo. estejam entretidíssimos nesse campeonato, moções de censura, interpelações. É um campeonato interessantíssimo, seguramente. Estejam entretidíssimos com coisas fantasiosas”, disse.

Na semana passada, o primeiro-ministro António Costa determinou a revogação do despacho que aponta os concelhos do Montijo e Alcochete, como localizações para a nova solução aeroportuária da região de Lisboa, desautorizando o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, que no dia anterior apresentara esta proposta.

A solução apontada passava por avançar com o projeto de um novo aeroporto no Montijo complementar ao Aeroporto Humberto Delgado, para estar operacional no final de 2026, sendo os dois para encerrar quando o aeroporto no Campo de Tiro Alcochete estiver concluído, previsivelmente em 2035.

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