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Costa apela à responsabilidade de cada um porque só há fogo com “mão humana”

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O primeiro-ministro, António Costa (C), ladeado pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro (E), e pelo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro (D), participam numa reunião no decurso da visita à Sala de Operações e Comando da Unidade de Emergência da Proteção e Socorro (UEPS) da GNR na Quinta das Canas, em Lages, Coimbra, 11 de julho de 2022. PAULO NOVAIS/LUSA

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje que o país está mais preparado para combater incêndios, mas que isso não diminui a responsabilidade de cada um de evitar comportamentos de risco que possam provocar fogos.

“Hoje, o país está mais preparado do ponto de vista estrutural [para combater incêndios], mas isso em nada diminui a responsabilidade de cada um. O país pode ter todos os meios do mundo, agora, com estas condições meteorológicas, com temperaturas extremas, com ano de seca extrema, com combustível volumoso e ótimas condições para arder, qualquer descuido desencadeia imediatamente um enorme incêndio”, disse António Costa, que falava aos jornalistas antes de visitar a sala de operações da Unidade de Emergência da Proteção e Socorro (UEPS) da GNR, em Coimbra.

Esta visita está integrada num programa previsto para o dia de hoje, em que o primeiro-ministro se desloca também aos concelhos da Lousã e Viseu para verificar no terreno os meios e recursos para o combate aos incêndios, numa semana que se prevê de altas temperaturas.

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“Temos hoje uma estrutura mais robusta, temos hoje mais meios aéreos, mas isso não previne os incêndios. Esses são os meios para combater os incêndios. Os incêndios só ocorrem se uma mão humana, voluntariamente ou por distração, os tiver provocado. […] Somos nós cidadãos comuns e somos nós que temos que fazer este trabalho fundamental para evitar incêndios e evitar que estes homens e mulheres tenham que atuar”, vincou.

António Costa recordou que os próximos dias (até domingo) serão de temperaturas extremas e, consequentemente, de elevado risco de incêndio, sendo proibido fazer fogo ou utilizar máquinas em contexto florestal.

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