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Quinze governantes celebram Dia de Portugal com comunidades em mais de 10 países, José Luís Carneiro no Luxemburgo

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O secretário-geral do Partido Socialista (PS), António Costa (E), acompanhado pelo secretário-geral adjunto dos PS, José Luís Carneiro (D), durante a Reunião da Comissão Política, para avaliação do estado das negociações com BE, PCP, PEV e PAN, para a viabilização do Orçamento do Estado para 2022, na sede do partido, em Lisboa, 22 de outubro de 2021. TIAGO PETINGA/LUSA

Quinze governantes portugueses celebram na sexta-feira o Dia de Portugal com as comunidades portuguesas em mais de uma dezena de países de quatro continentes, num regresso aos moldes pré-pandemia, anunciou hoje o Governo.

“Após dois anos fortemente condicionados pela pandemia de covid-19, (…) as celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas voltam, paulatinamente, a assinalar-se em moldes pré-2020. Será assim possível celebrar, em maior proximidade, a cultura e a língua portuguesa e a portugalidade, como forças inspiradoras e de projeção de Portugal no mundo”, anuncia o Ministério dos Negócios Estrangeiros em comunicado.

As celebrações oficiais dividem-se, este ano, pelas cidades de Braga, Londres e Andorra.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, estarão juntos nas duas primeiras, nos dias 10 e 11 de junho, e o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafofo, segue com o chefe de Estado para Andorra, onde estarão no domingo.

Mas as comemorações celebram-se um pouco por todo o mundo, com o movimento associativo da comunidade portuguesa a mobilizar-se e a contar, “em inúmeros casos, com o apoio das Embaixadas e Consulados”.

Segundo o comunicado, a rede diplomática e consular tem “centenas de atividades previstas, combinando o presencial e o remoto, algumas das quais contam com a presença” de ministros e secretários de Estado.

O secretário de Estado das Comunidades, que inicia na quinta-feira um roteiro “Portugal no Mundo: Caminhos para a Valorização das Comunidades Portuguesas” para “reforçar laços” entre os portugueses residentes no estrangeiro e o país, divulgou um vídeo em que manifesta “enorme respeito pela coragem dos que por uma razão ou por outra deram rumo à sua vida fora” de Portugal.

“São verdadeiros embaixadores de Portugal e da língua portuguesa e alargam as nossas fronteiras geográficas e políticas, acrescentando valor económico e cultural, mas também contribuindo para uma nação moderna e próspera e um futuro que já é hoje”, diz o governante no vídeo.

Entre os governantes que estarão fora do país a celebrar a efeméride contam-se o ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, que já iniciou as celebrações na terça-feira, em Nova Iorque, com uma receção com representantes permanentes junto das Nações Unidas e os subsecretários-gerais da ONU, juntando-se sexta e sábado ao programa oficial de Braga e Londres.

Também nos Estados Unidos estarão o ministro da Educação, João Costa, que passará por Boston, Hudson e New Bedford, e o secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, que estará na Califórnia.

Na América do Sul, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, estará três dias no Brasil, passando pelas cidades de Belo Horizonte e de Salvador da Baía, enquanto o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, estará na Argentina.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Francisco André, assinala o Dia de Portugal numa receção na Residência Oficial do Embaixador em Tóquio.

No continente africano, quatro governantes assinalam a data junto da comunidade portuguesa, três deles em países lusófonos.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, estará em Angola, onde o ponto alto das celebrações acontece na Escola Portuguesa de Luanda, junto da comunidade portuguesa; o ministro da Cultura Pedro Adão e Silva, estará em Cabo Verde, onde participa na receção na Embaixada de Portugal na Praia, seguida de um concerto no Centro Cultural Português; e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, estará em São Tomé e Príncipe.

Na África do Sul estará a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, que passará por Pretória e Joanesburgo.

Na Europa estarão a ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, que celebra o Dia em Madrid; o ministro das Finanças, Fernando Medina, que estará em Paris, a cidade estrangeira onde vivem mais portugueses e o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, estará no Luxemburgo.

Segundo uma nota do gabinete de Paulo Cafofo, as comunidades portuguesas estão associadas ao Dia de Portugal desde 1978, “reflexo do reconhecimento do seu significado, da valorização da sua ligação ao país de origem e do contributo que podem dar enquanto presença portuguesa no estrangeiro”.

O Governo estima em cerca de cinco milhões os portugueses e lusodescendentes residentes no estrangeiro, incluindo 2,3 milhões de pessoas com morada do Cartão de Cidadão no estrangeiro, e destaca, entre os principais países de fixação de portugueses os Estados Unidos da América, o Brasil e França, “importantes destinos da emigração portuguesa do século XX, e onde as numerosas comunidades se encontram já na terceira geração que, reconhece ainda assim Portugal como uma parte importante da sua identidade”.

A mesma nota lembra que 2.899 cidadãos portugueses e luso-descendentes desempenham funções politicamente relevantes nos países de acolhimento, nomeadamente em França (2.571 luso eleitos), Estados Unidos da América (160), Luxemburgo (34), Canadá (16), Suíça (16), Índia (13), África do Sul (11), São Tomé e Príncipe (10), Brasil (10) Alemanha (9) e Bélgica (9).

Segundo dados do Banco de Portugal, em 2021, as remessas de emigrantes corresponderam a 3.677.760.000 euros, cerca de 1,7% do PIB português, e aumentaram 1,8% em relação a 2010, frisa ainda a nota.

Quando assumiu a chefia do Estado, em 2016, Marcelo Rebelo de Sousa lançou, em articulação com o primeiro-ministro, António Costa, e com a participação de ambos, um modelo inédito de duplas comemorações do 10 de Junho, primeiro em Portugal e depois junto de comunidades portuguesas no estrangeiro.

Em 2020, face à evolução da pandemia da covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa cancelou as comemorações do 10 de Junho que estavam previstas para a Madeira e para a África do Sul e optou por assinalar a data com uma “cerimónia simbólica” no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, apenas com dois oradores e seis convidados.

Em 2021, as celebrações do Dia de Portugal decorreram na Região Autónoma da Madeira.

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