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Museu de Conimbriga celebra 60 anos com debate, jantar romano e teatro clássico

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Aspeto das ruínas romanas de Conímbriga, que estão na origem da criação do Museu Monográfico de Conímbriga, que comemora no dia 10 de junho, 60 anos de existência, em Condeixa-a-Nova, 01 de junho de 2022. Inaugurado em 1962, no Museu Monográfico de Conimbriga, destacam-se os mosaicos preservados in situ e a Casa dos Repuxos que possui uma área pavimentada de mosaico, importantes vestígios de pintura mural e um peristilo central ajardinado com um lago e jogos de água. (ACOMPANHA TEXTO DA LUSA DO DIA 03 DE JUNHO DE 2022). PAULO NOVAIS/LUSA

Um jantar romano, um debate e a representação de uma peça de teatro clássico são algumas das iniciativas que assinalam os 60 anos do Museu de Conimbriga, em Condeixa-a-Nova, no dia 10.

“Os 60 anos são uma data bastante simbólica, vai ser um dia cheio”, disse à agência Lusa Vítor Dias, diretor deste museu nacional especializado no legado da romanização, onde trabalham 32 pessoas.

Coincidindo com as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o programa inclui, às 16:00, uma comunicação por Vítor Dias subordinada ao tema “60 anos do Museu Monográfico de Conimbriga. Um caso de estudo para o futuro da arqueologia, museologia e museografia portuguesa”.

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“A próxima década vai ser essencial para fazermos uma transição de recursos humanos, [designadamente] para recursos de formato mais digital”, salientou.

No entanto, Vítor Dias disse entender que “o digital não é uma panaceia” e que o processo de transição “tem de ser equilibrado”.

“Não vejo de todo o digital como uma solução para tudo”, sublinhou o arqueólogo, doutorado nesta área pela Universidade de Évora e autor de diversas publicações científicas.

Além dos diversos momentos de celebração dos 60 anos do Museu de Conimbriga, o programa visa proporcionar “uma reflexão metodológica para tentar projetar o futuro do museu”, o que, segundo o responsável, justifica a realização de um debate, às 16:15, com a participação dos arqueólogos Jorge Alarcão, professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e Adília Alarcão, que foi diretora do museu mais de três décadas.

No âmbito do FESTEA XXIII – Festival de Teatro Clássico, a Associação Cultural Thíasos apresenta às 17:30, no peristilo do museu, a peça “O que fazer com Alceste?”, seguindo-se às 19:00, nas Termas do Sul, a ópera barroca “Il Cavalieri Bertone de Gcochi”, pela Associação Ritornello.

Para as 20:30, nas Termas do Aqueduto, está marcada a apresentação de um “produto gastronómico com inspiração em Conimbriga”, por Carolina Sena, no âmbito de um estágio orientado pelos chefes Sónia Manaia e Luís Lavrador.

Pouco depois, no mesmo espaço da antiga cidade romana, no distrito de Coimbra, começa o jantar temático, com uma “viagem gastronómica de Roma a Conimbriga”, pelos chefes João d’Eça Lima e Maria Caldeira Sousa, com a participação de alunos da Escola de Formação Profissional em Turismo de Aveiro.

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