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Timor-Leste/20 anos: Marcelo quer voltar “o maior número de vezes”, Ramos-Horta vai visitar Portugal

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O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa (C-D), acompanhado pelo novo Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta (C-E), cumprimenta participantes durante um encontro com a comunidade portuguesa em Dili, Timor-Leste, 21 de maio de 2022. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou hoje que quer voltar a Timor-Leste “o maior número de vezes possível”, como Presidente e depois de cessar funções, e José Ramos-Horta aceitou o seu convite para visitar Portugal.

Os dois chefes de Estado estiveram juntos num encontro com portugueses residentes em Timor-Leste, num hotel de Díli, último ponto do programa da primeira visita oficial de Marcelo Rebelo de Sousa a este país, que juntou centenas de pessoas.

“O que eu posso prometer é o seguinte: farei tudo o que puder como Presidente da República Portuguesa, e depois quando deixar de ser, para vir cá o maior número de vezes possível”, declarou o chefe de Estado português.

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O Presidente de Timor-Leste, Ramos-Horta, que foi o convidado especial desta receção à comunidade portuguesa, comunicou que aceitou o seu convite do seu homólogo português para ir a Portugal neste ano e participar na Web Summit e num fórum empresarial.

Perante uma sala cheia, dirigindo-se para Marcelo Rebelo de Sousa, disse: “Senhor Presidente, é mesmo muito popular. Está toda a gente aqui por sua causa. Um caloroso abraço a si, leve o abraço para Portugal. E aceito o seu convite para visitar Portugal”.

Antes, Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu a presença de Ramos-Horta nesta receção à comunidade portuguesa, realçou o seu papel na resistência timorense contra a ocupação indonésia, premiado com o Nobel da Paz em 1996, e considerou que “é uma justiça” ter sido escolhido pela segunda vez para exercer o cargo de Presidente de Timor-Leste.

“Está já na galeria da História, mas está também ao mesmo tempo a servir o seu povo fazendo ainda mais História. Isto é muito raro, é muito”, assinalou, observando: “É bom que quem está hoje aqui a viver este momento tenha a noção de que é um momento histórico”.

O chefe de Estado português reiterou a ideia de que a luta pela independência de Timor-Leste foi “a causa que mais uniu os portugueses” nas últimas décadas e apontou a democracia timorense como “um sucesso no mundo, como foi um sucesso a persistência de um povo”.

“Normalmente eu ouço estes discursos de elogio num funeral. Eu estava a pensar: espera aí, que estou vivo. Agradeço imenso a sua gentileza, a generosidade de vir até Timor-Leste nos alegrar, nos honrar com a sua presença aqui”, respondeu Ramos-Horta.

Marcelo Rebelo de Sousa deslocou-se a Timor-Leste especialmente para as cerimónias oficiais de posse do novo Presidente timorense, José Ramos-Horta, na quinta-feira, e dos 20 anos da restauração da independência, na sexta-feira, nas quais representou o Estado português e as instituições europeias.

O programa desta sua primeira visita oficial à República Democrática de Timor-Leste, centrada na capital, Díli, termina hoje e o chefe de Estado regressa a Lisboa no domingo.

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