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FC Porto dominador consuma ‘dobradinha’ perante ‘frágil’ Tondela

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FC Porto's players celebrate after winning the Portuguese Cup final soccer match against CD Tondela at Jamor National stadium in Oeiras, outskirts of Lisbon, Portugal, 22 May 2022. RODRIGO ANTUNES/LUSA

O FC Porto consumou hoje a ‘dobradinha’ com a conquista da 18.ª Taça de Portugal do seu historial, triunfando por 3-1 numa final em que foi dominador de início ao fim perante um ‘frágil’ Tondela.

O avançado iraniano Taremi inaugurou o marcador aos 22 minutos, através da marca de grande penalidade, e, na segunda parte, Vítor Ferreira ampliou, aos 52. O Tondela ainda reagiu, por intermédio de Neto Borges, aos 73, mas Taremi completou o ‘bis’ no minuto seguinte (74), sentenciando de vez o resultado, que foi justo e incontestável.

A equipa de Sérgio Conceição juntou assim a Taça de Portugal à I Liga esta temporada, que já tinha conquistado na penúltima jornada, num Jamor em que até nas bancadas foi superior, com um autêntico ‘mar azul’ e uma pequena ‘mancha amarela’ no meio.

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Como expectável, o FC Porto dominou por completo o encontro desde o apito inicial, com uma elevada percentagem de posse de bola e o Tondela remetido à sua defesa, sem sucesso na procura de transições rápidas, o que tornou o jogo muito monótono.

Os ‘dragões’ viram Babacar Niasse fazer uma gigante defesa contra a trave, a remate de Pepê, com o árbitro auxiliar a assinalar um fora de jogo de Taremi durante o lance. Contudo, na procura do corte, Marcelo Alves toca na bola com o braço, o que motivou a intervenção do videoárbitro (VAR), interrompendo a partida durante sete minutos.

O lance, que aconteceu aos 15 minutos, era duvidoso, não tanto pela falta em si, que era evidente, mas sim pela influência do iraniano, em posição irregular, na jogada. O árbitro Rui Costa foi ver as imagens e entendeu que Taremi não se fez ao lance, o que significou uma grande penalidade para o FC Porto, que o próprio avançado converteu, aos 22, enganando Niasse e criando uma primeira ‘explosão’ nas bancadas do Jamor.

Inaugurado o marcador, a formação portista permaneceu a controlar a seu bel-prazer, mas sem se aproximar com perigo da área do Tondela, que apenas penetrou a área de Marchesín uma vez durante a primeira parte, em que nem conseguiu alvejar a baliza.

Antes do descanso, o FC Porto esteve perto do 2-0, com a rapidez de Pepê a superar a defensiva tondelense e a deixar a bola em Evanilson, que atirou com muito perigo, mas ligeiramente ao lado, num disparo que deixou Babacar Niasse ‘pregado’, sem hipótese.

No reatamento, Pepê desperdiçou uma ocasião soberana para dilatar a vantagem, com uma não menos boa intervenção de Babacar Niasse, a defender o remate do brasileiro, que estava solto ao segundo poste, após um passe rasteiro de Taremi na ala esquerda.

O Tondela ‘adormeceu’ no início da segunda parte, com muitas veleidades na sua zona defensiva, aproveitadas pelos ‘dragões’, que ampliaram o marcador aos 52, por Vítor Ferreira, a atirar para o fundo das redes depois de uma boa combinação com Pepê.

A Taça já parecia uma questão de minutos para os portistas, que continuaram a tentar sentenciar de vez a discussão, mas Taremi não o conseguiu em duas ocasiões: aos 62, em posição frontal, atirou de primeira ao lado, enquanto, aos 66, falhou uma grande penalidade – a castigar um braço de Sagnan no ombro de Pepê, que sentiu o toque e se deixou cair -, ao atirar com estrondo ao poste da baliza, apesar de enganar Niasse.

Os beirões, finalmente, ‘acordaram’, tendo beneficiado das duas duplas substituições efetuadas por Nuno Campos, e lograram reduzir a margem, aos 73, graças à cabeça de Neto Borges, letal a bater Marchesín, num cruzamento bem medido de Salvador Agra.

No entanto, a felicidade dos tondelenses durou apenas um minuto, pois um ‘chapéu’ delicioso de Otávio sobre a defesa contrária permitiu o ‘bis’ a Taremi, que disparou de primeira para ‘fechar’ de vez com o encontro e a ‘matar’ qualquer reação do Tondela.

O conjunto da região de Viseu ainda voltaria a tentar, novamente pelo ala esquerdo Neto Borges, que, de cabeça, desviou ao primeiro poste um pontapé de canto, tendo ainda acertado na trave, mas a conquista da Taça já não escapava à turma portuense.

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