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Apreensão de haxixe no Algarve desencadeada em missão de treino da Força Aérea

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A Polícia Judiciária, a Autoridade Marítima Nacional, a Marinha Portuguesa e a Força Aérea Portuguesa, desenvolveram uma operação em águas internacionais a sul de Portugal, que permitiu intercetar a embarcação, deter os seus tripulantes, seis homens e apreender o produto estupefaciente, num total aproximado de 1600 Kg, em 44 fardos de haxixe, em Faro, 10 março 2022. LUÍS FORRA/LUSA

A operação que permitiu apreender 1,6 toneladas de haxixe a sul de Faro foi desencadeada no decurso de uma missão de treino de uma aeronave da Força Aérea, cujos tripulantes avistaram movimentações suspeitas em águas internacionais.

Em conferência de imprensa, nas instalações da Polícia Judiciária (PJ) de Faro, o comandante da Base Aérea número 11, Carlos Lourenço, adiantou que a operação, em que foram detidos seis suspeitos, decorreu num “contexto quase inopinado”.

“Rapidamente e num contexto quase inopinado conseguimos desenvolver uma ação que teve resultados finais”, afirmou aquele responsável, sublinhando que a aeronave, usada no patrulhamento marítimo, “deteta tudo o que está à superfície” da água.

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Depois de detetada a situação pela Força Aérea foram contactadas as autoridades marítimas, que fizeram a abordagem à embarcação suspeita, e a PJ, numa ação que foi designada como “Operação Boa Nova”.

A aproximação foi feita “em situação de mar adverso, com ondulação forte e visibilidade reduzida”, mas decorreu de forma “pacífica”, sem resistência ou incidentes, segundo o comandante da Zona Marítima do Sul, Fernando Rocha Pacheco.

A operação decorreu na noite de quarta-feira, a 53 milhas náuticas (cerca de 98 quilómetros) a sul de Faro, sendo a embarcação tripulada por seis elementos que “não são europeus”, referiu António Madureira, diretor da PJ de Faro

Escusando-se a revelar as nacionalidades dos detidos, aquele responsável disse apenas que são jovens e que “estão identificados”, sublinhando que a rota que a embarcação seguia é uma “rota conhecida” das autoridades.

“Ainda é muito cedo para estarmos a prestar essa informação, ainda há uma fase de muita recolha e análise de informação, que se seguirá agora. Ainda vamos tentar perceber todos os contornos que envolveram este transporte, a logística da organização”, disse António Madureira.

Questionado pela Lusa sobre o valor aproximado no mercado da droga apreendida, o diretor da PJ de Faro observou que é “sempre muito difícil” falar em valores, já que o haxixe tem “valores diferenciados conforme a etapa do mercado onde se encontra”, aumentando à medida que se afasta da zona de produção.

“Nas ruas poderá chegar a três ou quatro milhões [de euros]. Seguramente quando a droga sai de Marrocos não tem esse valor, quando chega à Europa terá outro e nas ruas terá outro, portanto, é sempre muito difícil falarmos em valores concretos”, concluiu.

A operação conjunta que permitiu apreender um total aproximado de 1.600 quilos de haxixe, acondicionados em 44 fardos, foi realizada pela Polícia Judiciária, a Autoridade Marítima Nacional, a Marinha Portuguesa e Força Aérea Portuguesa.

Os seis detidos serão presentes à Autoridade Judiciária competente e a investigação prossegue a cargo da Polícia Judiciária.

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