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Benfica quebra ciclo negativo ao vencer Paços de Ferreira

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Benfica player Joao Mario celebrates after scoring a goal against Pacos de Ferreira during their Portuguese First League soccer match held at Luz Stadium, in Lisbon, Portugal, 9 January 2022. MIGUEL A. LOPES/LUSA

Os golos dos futebolistas João Mário e Grimaldo deram hoje a vitória ao Benfica na receção ao Paços de Ferreira (2-0), em jogo da 17.ª jornada da I Liga, marcado pela expulsão de Denilson Júnior na primeira parte.

Com este resultado, o Benfica regressa às vitórias depois de duas derrotas consecutivas com o FC Porto – 3-0, para a Taça de Portugal, e 3-1, para a I Liga – e marca também o primeiro triunfo de Nélson Veríssimo no comando dos ‘encarnados’ e simultaneamente a primeira derrota de César Peixoto ao leme do Paços de Ferreira.

No regresso ao esquema tático 4-4-2, em detrimento do 3-5-2 da era Jorge Jesus, o Benfica entrou a dominar a posse de bola e as ações de jogo, mas no início da segunda parte quebrou na assertividade atacante e ficou também patente esta tarde que os avançados precisam de trabalhar mais a finalização, uma vez que Seferovic, Gonçalo Ramos e Darwin falharam todas as oportunidades que tiveram.

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De realçar ainda a aposta de Veríssimo na prata da casa. O treinador voltou a dar a titularidade a Gonçalo Ramos e, na segunda parte, colocou em campo Paulo Bernardo e Diogo Gonçalves, para os lugares de Everton e Seferovic, respetivamente.

Com um bloco defensivo subido no terreno, o Paços de Ferreira encurtou os espaços e criou algumas dificuldades aos ‘encarnados’ para chegar à zona de finalização. Ainda assim, logo aos 02 minutos, Seferovic, de cabeça, após cruzamento de Everton, permitiu a defesa de André Ferreira, e, aos 10, rematou ao lado.

Os comandados de César Peixoto, embora apostassem mais na contenção, tentaram a sorte pela primeira vez aos 20 minutos, mas o remate de Helder Ferreira saiu ao lado da baliza defendida por Helton Leite.

Ainda a procurar o melhor entrosamento no ‘novo’ esquema tático, foi notória a aposta do Benfica nas triangulações entre os flancos e os médios interiores.

A jogar essencialmente pelo lado esquerdo, o Benfica aproveitou-se do talento de Everton e da velocidade de Grimaldo para chegar à zona de finalização. Exemplo disso foi o remate de Gonçalo Ramos, aos 40 minutos, que merecia melhor sorte, contudo a trave negou o golo ao avançado ‘encarnado’.

Se o Paços de Ferreira estava manietado, tudo se complicou com a expulsão de Denilson Júnior, aos 42+2, depois de uma entrada à margem das leis, tendo atingido Grimaldo no ombro. Os ‘castores’ perderam a concentração, os protestos tomaram conta do jogo, o diretor desportivo Carlos Carneiro acabaria por ser expulso ao ‘relembrar’ ao árbitro Vítor Ferreira que a pisadela de Otamendi, aos 25 minutos, no pé direito de Eustáquio, se ficou por um cartão amarelo.

Mesmo em cima do intervalo, João Mário, aos 45+5 minutos, colocou o Benfica a vencer, depois Gonçalo Ramos ter conseguido entrar na área pacense e rematado para a defesa incompleta de André Ferreira, prontamente aproveitada pelo internacional português.

Na segunda parte, o Benfica manteve o domínio de jogo, mas a diminuição de rendimento de Everton – acabou substituído por Paulo Bernardo, aos 73 minutos – tirou gás à equipa, juntando-se a isso o desacerto de Seferovic, que aos 48 e 50 minutos, não teve a arte necessária para levar a melhor sobre André Ferreira.

Com menos um e com dificuldades em sair para o ataque, César Peixoto mexeu na equipa, colocou em campo Diaby e Lucas Silva, para os lugares de Hélder e Delgado, respetivamente, tendo o primeiro quase feito golo, aos 57 minutos, mas Helton Leite evitou males de maior para os ‘encarnados’.

O passar dos minutos ia dando alento ao Paços de Ferreira e Lucas Silva, aos 73 minutos, tentou a sorte com um remate de fora da área, mas a bola saiu ligeiramente ao lado da baliza de Helton Leite, guarda-redes que, aos 71, se teve de aplicar ao socar o esférico na sequência de um canto direto cobrado por Antunes.

Se este fim de tarde Seferovic estava a ser perdulário, o helvético acabaria por ‘lavar a honra’ ao assistir Grimaldo, aos 75 minutos. O espanhol, com uma obra de arte, recebeu a bola do ponta-de-lança, ajeitou-a e de fora da área, com um remate em arco, fê-la sobrevoar André Ferreira tendo esta batido no poste e entrado junto ao ângulo oposto da baliza pacense.

Se na primeira parte a trave tinha negado o golo a Gonçalo Ramos, na segunda, aos 88, foi a Darwin, que tinha rendido o jovem avançado, aos 59.

O uruguaio, servido por Rafa, viria a falhar novamente o alvo, aos 90+2, quando picou a bola por cima de André Ferreira, e esta saiu ao lado da baliza.

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