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Óbito/Sampaio: Filhos recordam “homem bom” que sabia que na vida e na política “nada se faz sozinho”

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Guard of honour carries the urn during the funeral service for the late Portuguese President Jorge Sampaio at Alto de São João cemetery, Portugal, 12 september 2021. Jorge Sampaio, former secretary-general of the PS (1989/1992) and two-term President of the Republic (1996/2006), died on Friday, at the age of 81, at Santa Cruz Hospital, in Lisbon, where he had been hospitalized since August 27, following respiratory difficulties. RODRIGO ANTUNES/LUSA

 Os filhos do antigo Presidente da República Jorge Sampaio, Vera e André, recordaram hoje o seu pai como “um homem bom”, que sabia que na vida e na política “nada se pode fazer sozinho”.

Coube à filha mais velha o primeiro discurso na cerimónia oficial no claustro do Mosteiro dos Jerónimos, numa intervenção em que quis recordar o pai com a “autenticidade e proximidade” com que falava com os filhos.

“O nosso pai era um homem bom, atento e disponível, para quem as pessoas contavam cima de tudo, não as pessoas em geral, mas cada pessoa com nome e rosto”, destacou.

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Jorge Sampaio, sublinhou, “não gostava de arrogância” e “cultivava a amizade e a camaradagem porque sabia que, na vida e na política, nada se pode fazer sozinho”.

André Sampaio, visivelmente emocionado, recordou o pai como um homem “popular sem ser populista, sempre próximo sem nunca banalizar a proximidade, que foi estadista e simultaneamente cidadão comum, que foi amado sem gostar de ser venerado”.

“Foi lutador e pacificador, sabia ouvir e sabia decidir, valorizava a convergência, mas também os momentos de divergência, foi um homem justo, corajoso, mas sem medo de chorar, foi um homem bom, um pai extraordinário”, afirmou.

O filho do antigo chefe de Estado deixou um agradecimento especial ao atual e antigos Presidentes da República, ao presidente da Assembleia da República e primeiro-ministro, bem como à família do antigo chefe de Estado Mário Soares, falecido em 2017.

“Foi notória a comoção quando se expressaram, mas também quando nos abraçaram”, realçaram.

Em espanhol, fez uma saudação especial ao Rei de Espanha, Filipe VI, presente nas cerimónias, dizendo que “o pai gostava muito da sua família”, agradecendo ainda as manifestações de amizade e afeto de Portugal a Timor, do Brasil, a São Tomé, da Guiné a Moçambique.

Cerca de dez minutos antes do arranque da cerimónia – que começou antes da hora prevista, as 11:00 – o momento mais solene aconteceu com a chegada da urna ao centro do claustro do Mosteiro dos Jerónimos, com todos os convidados em pé e em silêncio.

Em seguida, foram colocadas as insígnias e interpretado o hino nacional, pela Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, com guarda de honra em torno da urna por cadetes das Forças Armadas durante toda a cerimónia.

Foram então transmitidos nos ecrãs colocados no claustro um excerto do discurso da tomada de posse de Jorge Sampaio como Presidente da República, no parlamento, em 9 de março de 1996, a sua intervenção na CNN sobre Timor-Leste, em dezembro do mesmo ano, e mensagens dos antigos primeiro-ministro e Presidente da República timorenses, Mari Alkatiri e José Ramos Horta.

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