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CV Interilhas reforça frota dos transportes marítimos em Cabo Verde com dois navios

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O “Chiquinho BL”, primeiro navio adquirido pela CV Interilhas, concessionária do transporte marítimo em Cabo Verde e liderada pelo grupo português ETE, transportou 160 mil passageiros no primeiro ano de serviço, sem qualquer paralisação, no Mindelo, ilha de São Vicente, Cabo Verde, 14 de abril de 2021. A CV Interilhas, concessionária do transporte marítimo em Cabo Verde, liderada pelo grupo português ETE, transportou 355 mil passageiros em 2020, o primeiro ano completo de atividade, afetada pelos “consideráveis” impactos da pandemia. (ACOMPANHA TEXTO DA LUSA DO DIA 15 DE ABRL DE 2021). FERNANDO DE PINA/LUSA

A CV Interilhas, concessionária do transporte marítimo em Cabo Verde, liderada pelo grupo português ETE, vai reforçar a frota com dois navios este ano, um dos quais inicia a operação em maio num investimento de quatro milhões de euros.

Jorge Maurício, vice-presidente do grupo ETE – Cabo Verde, que através da Transinsular (51%), lidera a CV Interilhas (CVI), explicou, em entrevista à Lusa no Mindelo, ilha de São Vicente, que depois da aquisição do navio “Chiquinho BL” – afretado pelo grupo à empresa cabo-verdiana, que entrou ao serviço em fevereiro de 2020, este será o primeiro propriedade da concessionária.

“Em menos de dois anos já vamos no segundo navio, a chegar nas próximas semanas. E até ao final do ano ainda pensamos trazer mais um navio para construirmos uma frota de navios adequada para Cabo Verde”, explicou o administrador.

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Desde agosto de 2019 que a CVI detém a concessão, por 20 anos, do transporte marítimo de passageiros e mercadorias entre as nove ilhas habitadas do arquipélago, tendo recorrido inicialmente a navios de armadores locais (acionistas da empresa, 49%), que antes asseguravam de forma isolada as ligações entre as ilhas.

O novo navio, de 69 metros de comprimento – com capacidade para mais de 200 passageiros e 43 viaturas ou 11 atrelados de 15 metros –, adquirido pelo grupo, já está no estaleiro da NavalRocha, em Portugal, a ser preparado para, depois de certificado pela autoridade marítima cabo-verdiana, iniciar em maio as ligações da rota entre as ilhas de São Vicente, São Nicolau, Sal, Boavista e Santiago.

Sem revelar o nome a batizar o navio, Jorge Maurício garante que será o de uma “personalidade da cultura cabo-verdiana” e que entre a aquisição e preparação representou um investimento “à volta de quatro milhões de euros”.

Vai melhorar a acomodação de passageiros e das tripulações – com capacidade para 16 tripulantes -, permitindo “mais tempo útil de navegação”, de até 24 horas seguidas, reduzindo igualmente o tempo de escala em porto e navegava antes entre as diversas ilhas das Bahamas e da Florida (Estados Unidos da América).

“Os primeiros navios foram afretados porque começamos do zero. O novo navio já será próprio, um ativo da CVI, para permitir à empresa começar a construir o seu património”, explicou o administrador.

O terceiro navio da frota que a CVI está a organizar será adquirido no segundo semestre deste ano e terá capacidade para transportar 300 a 350 passageiros e 70 viaturas, acrescentou.

“Nós começamos do zero, nós tivemos de utilizar as embarcações que existiam em Cabo Verde, em regime de afretamento. Comprar um navio não é como comprar um carro ou uma moto, é um processo longo e complexo”, sublinhou, garantindo que o objetivo da CVI é ter uma frota própria de cinco navios “e eventualmente mais um”, de alternativa.

Mas todos com capacidade para operar nos nove portos do país, contrariamente à realidade atual e herdada pela empresa no início da concessão.

“Na verdade, nós não estamos a renovar, estamos a construir a nossa frota (…) com navios robustos para mar de cabo Verde”, concluiu Jorge Maurício.

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