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Covid-19: República Checa prepara-se para transferir doentes para o estrangeiro

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O Governo checo informou que pode transferir doentes com covid-19 para o estrangeiro, para aliviar a pressão sobre os seus hospitais, ao mesmo tempo que pede a alunos de medicina ajuda no combate à pandemia.

O país tem neste momento a taxa de contaminação com o novo coronavírus ‘per capita’ mais alta do mundo, e o Governo procura novas soluções para aliviar a pressão sobre os hospitais e promete recorrer a ajuda estrangeira, se tal for necessário.

O ministro da Saúde checo, Jan Blatany, disse que ainda não houve pedidos dos hospitais para transportar doentes com covid-19 para o estrangeiro, mas que o seu Governo está a agilizar protocolos para a eventualidade dessa necessidade.

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O Governo checo já ativou um protocolo para transferir doentes para hospitais na Alemanha, Polónia e Suíça, se e quando tal for necessário.

O ministro reconheceu que a situação está a tornar-se insustentável para o sistema de saúde nacional, como 600 a 700 novos internamentos diários esperados para os próximos dias.

O Governo está a pedir a alunos de medicina, mas também a alunos de vários cursos universitários e até de liceu, para se disponibilizarem para diferentes tarefas nos hospitais, para acorrer à falta de mão de obra nos estabelecimentos de saúde.

Hospitais na região ocidental da República Checa, perto da fronteira alemã e da parte central do país em redor de Praga, já estão sobrecarregadas, tendo procedido à transferência de alguns pacientes para clínicas em outras partes do país.

“A nossa equipa está esgotada”, disse Petr Hubacek, diretor de um hospital regional de Domazlice, referindo-se sobretudo a problemas de esgotamento mental, mais do que fadiga física.

A República Checa atingiu quinta-feira um recorde de 14.554 novos casos diários, com mais de 8.000 doentes a precisarem neste momento de internamento, 1.735 dos quais em cuidados intensivos.

As autoridades de saúde checas estão particularmente preocupadas com os surtos de novas estirpes do novo coronavírus, em particular a inicialmente detetada no Reino Unido, que se está a espalhar rapidamente em algumas regiões do país.

Outra estratégia que está a ser intensificada, nos últimos dias, é a de testes em massa, com um reforço de equipas preparadas para a tarefa, e com o decretar de medidas de despistagem obrigatórias em várias empresas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.570.291 mortos no mundo, resultantes de mais de 115,5 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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