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Regulador europeu deve aprovar vacina da AstraZeneca esta semana. Vacina russa está a ser avaliada

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A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) prevê aprovar, até ao final desta semana, a vacina da farmacêutica AstraZeneca contra a covid-19, apesar dos problemas de fornecimento, estando ainda em contacto com as autoridades russas relativamente à Sputnik V.

“Há duas vacinas que estão neste momento a ser avaliadas, as vacinas da AstraZeneca e da Janssen. Recebemos o pedido para comercialização da vacina da AstraZeneca a 11 de janeiro e prevemos a conclusão do processo no final desta semana, após a reunião do comité de medicamentos humanos”, declarou a diretora da EMA, Emer Cooke.

Falando numa audição por videoconferência na comissão parlamentar de Saúde Pública do Parlamento Europeu, a responsável apontou, ainda assim, estar ciente dos “problemas nas entregas das vacinas” anunciados pela AstraZeneca, esperando que “isso seja resolvido entretanto”.

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Já quanto à vacina da Janssen, “ainda não existe um prazo para a sua aprovação”, acrescentou Emer Cooke.

De momento, estão a ser usadas na União Europeia (UE) as vacinas da BioNtech e Pfizer, que está a ser utilizada desde final de dezembro passado, e a da Moderna, em uso desde meados deste mês no espaço comunitário, ambas assentes na tecnologia do ARN mensageiro.

Tendo em conta estas quatro vacinas, que compõem o portefólio assegurado pela Comissão Europeia, a EMA está “em contacto com 15 produtores de vacinas, o que inclui a vacina russa Sputnik V”, indicou Emer Cooke.

Aludindo às novas mutações do SARS-CoV-2 (que são mais contagiosas e foram detetadas em locais como Reino Unido, Brasil e África do Sul), a responsável pela agência europeia notou que “o surgimento de novas variantes requer monitorização contínua das vacinas e da sua ação perante” estas estirpes.

“Os dados disponíveis até ao momento indicam que as duas vacinas baseadas no ARN mensageiro dão um nível elevado de proteção” face às novas mutações, observou Emer Cooke, admitindo ainda assim ser necessária mais análise e informação.

“Também precisamos de tratamentos para curar os pacientes”, adiantou.

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