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PSD/Madeira pede “mais pressão” para ajudar emigrantes na Venezuela

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Foto: Arquivo

O PSD/Madeira defendeu hoje “mais pressão” para conseguir uma solução democrática na Venezuela, acusando o Governo da República de não manifestar “verdadeira solidariedade” com a comunidade emigrante daquele país.

“A situação continua a piorar na Venezuela e muitos têm saído, alguns a pé, através da Colômbia, arriscando, com medo, a própria vida”, disse o deputado lusodescendente social-democrata Carlos Fernandes numa intervenção no plenário da Assembleia Legislativa da Madeira.

O parlamentar defendeu que as autoridades nacionais e regionais “não podem esquecer a maior comunidade” residente fora do país.

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“Não podemos calar. É necessário elevar a voz” e “fazer pressão” para defender estes cidadãos, sublinhou, recordando que as eleições legislativas recentes no país “não foram reconhecidas”.

O Presidente venezuelano, Nicolás “Maduro, mostrou que não concorda com negociações e não quer uma saída democrática” para o país, argumentou.

No entender do deputado social-democrata, também “o Governo da República não tem tido verdadeira solidariedade com os emigrantes” residentes naquele país.

Carlos Fernandes salientou que as declarações da vice-presidente da Assembleia nacional, Íris Varela, sobre a intenção de serem “confiscados todos os bens das pessoas que abandonaram a Venezuela”, provocaram “preocupação, raiva e tristeza” em todos os que regressaram.

Estas pessoas veem “as suas propriedades em risco” e a comunidade venezuelana “vive com muita frustração”, porque muitos “tiveram de abandonar o trabalho de uma vida”.

O deputado recordou que, desde o início do ano, “pelo menos sete meios de comunicação social foram encerrados na Venezuela”, entre os quais um órgão de imprensa e um canal televisivo, o que evidencia a política de controlo da liberdade de imprensa naquele país.

A 05 de janeiro deste ano, os membros da nova Assembleia Nacional (AN) venezuelana foram empossados numa sessão solene, tendo sido confirmados 256 deputados dos partidos pró-regime, 20 da oposição (desvinculada de Juan Guaidó) e um do Partido Comunista.

Estes deputados foram eleitos nas legislativas realizadas a 06 de dezembro, num escrutínio não reconhecido pela oposição que realizou uma sessão parlamentar em que o líder opositor e autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, jurou que o parlamento liderado pela oposição continuaria em funções.

Um dia depois do ato eleitoral, o ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva anunciou que os chefes da diplomacia da União Europeia (UE) consideram que as eleições na Venezuela não “cumpriram os requisitos mínimos em termos de transparência, liberdade e justiça”.

Desde janeiro de 2020, a Venezuela tem dois parlamentos parcialmente reconhecidos, um de maioria opositora, liderado por Guaidó, e um pró-regime do Presidente Nicolas Maduro, presidido pelo ex-ministro de Comunicação e Informação e ex-reitor do Conselho Nacional Eleitoral, Jorge Rodríguez.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino do país até afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e eleições livres e democráticas.

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