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GNR crê ter desmantelado rede de tráfico de droga que operava a partir da Lousã

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A GNR da Lousã acredita ter desmantelado a rede de tráfico de droga cujos seis arguidos são hoje interrogados, no Tribunal de Coimbra, e suspeita da existência de plantações de canábis relacionadas com a prática dos crimes.

O grupo de suspeitos com idades entre 30 e 70 anos, quatro deles de nacionalidade portuguesa detidos nos arredores da Lousã, no distrito de Coimbra, inclui dois espanhóis que estavam numa casa em Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, disse a comandante da operação, Raquel Ferreira.

A alferes da GNR falava aos jornalistas, no quartel do Destacamento Territorial da Lousã, numa apresentação do material apreendido, com destaque para 43 quilogramas de diversos estupefacientes, dos quais 36 quilos são de canábis e seis quilos de haxixe.

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O Comando Territorial de Coimbra da GNR tinha iniciado as investigações há cerca de um ano, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da Lousã.

Segundo aquela responsável, os trabalhos do NIC começaram depois de as patrulhas terem notado “alguns movimentos anómalos” junto a uma residência da Ponte Velha, em território da União de Freguesias de Foz de Arouce e Casal de Ermio, o que levou os militares a desconfiar que “poderia tratar-se do crime de tráfico de estupefacientes”.

Os dois cidadãos de nacionalidade espanhola, localizados em Ferreira do Zêzere, “não constavam da investigação”, mas acabaram por ser “detidos em flagrante delito” com droga escondida no próprio corpo.

Ao longo das investigações, foram intercetadas pela GNR alguns automóveis cujos ocupantes saíam da casa referenciada, permitindo a apreensão de “pequenas quantidades” de droga que seria para consumo desses clientes, disse Raquel Ferreira.

Em comunicado, a GNR informou hoje que a droga era vendida a diversos consumidores dos distritos de Aveiro, Guarda, Viseu, Leiria e Coimbra, a partir daquela habitação, no concelho da Lousã.

Ao deter os seus responsáveis, “acreditamos que conseguimos terminar com esta rede” de tráfico de droga, declarou a graduada da GNR.

Questionada pela agência Lusa sobre o eventual cultivo de canábis por parte dos detidos, Raquel Ferreira esclareceu que “não foram encontradas estufas em nenhuma das residências”.

No entanto, tendo em conta a quantidade dos estupefacientes apreendidos durante as buscas, na manhã de segunda-feira, a GNR “acredita que haja plantações” em terrenos ao ar livre, hipótese que não foi abrangida pela investigação.

Um morador da Ponte Velha, que presenciou “a ação com grande aparato policial” e que pediu para não ser identificado, disse à Lusa que a população “sabia há muito das movimentações suspeitas” na casa objeto de buscas.

Segundo a fonte, “era frequente a deslocação de clientes” ao local para abastecimento de drogas, recorrendo alguns ao aluguer de táxis e a viaturas próprias.

Em cumprimento de um mandado de detenção, a GNR fez seis buscas domiciliárias e cinco buscas em veículos, numa operação policial que envolveu cerca de 40 militares, nos concelhos da Lousã, Miranda do Corvo e Ferreira do Zêzere.

As apreensões incluem 36 quilos de canábis, seis quilos de haxixe, 249 bolotas de haxixe, 1.778 doses de cocaína, 68 selos de LSD e 34 doses de heroína.

Foram ainda apreendidos cinco balanças de precisão, uma arma de fogo, uma viatura, um aerossol de defesa (gás pimenta), diverso material eletrónico e 22.823 euros.

A operação teve apoio da estrutura de Investigação Criminal do Comando Territorial de Coimbra da GNR, da Unidade de Intervenção e dos destacamentos de intervenção de Aveiro, Castelo Branco e Coimbra.

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