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FC Porto campeão: Raça, espírito do ‘dragão’ e Sérgio Conceição celebrados nos Aliados

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FC Porto's sccer fans celebrate after winning their 29th Portuguese First League title at Porto downtown, north of Portugal, 15 July 2020. FC Porto won their match against Sporting for 2-0. ESTELA SILVA/LUSA

O espírito do ‘dragão’ voltou hoje a invadir a avenida dos Aliados, na celebração do 29.º título de futebol do FC Porto, que os adeptos atribuem à “raça” e espírito de luta do grupo de trabalho liderado por Sérgio Conceição.

“Pela nossa raça, nunca tive [dúvidas do título]. Nós não desistimos, mesmo a sete pontos lutámos e conseguimos ganhar o campeonato. União e raça. Muita raça. E saber o que é FC Porto”, considerou Ricardo Almeida.

A hora tardia a que terminou o jogo, por volta das 23:30, demorou algum tempo a levar um maior número de adeptos à baixa do Porto, cujo número ia crescendo a cada minuto, repartindo-se entre os que usavam máscara de proteção contra a covid-19 e os que não o faziam.

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O adepto que conduzia um pequeno carro clássico, pintado com as cores e símbolo do FC Porto, não tem dúvidas sobre o grande obreiro do título: “O nosso treinador. Conseguiu unir o grupo quando estava mais desequilibrado, de maneira a ganhar este título. É o homem certo no clube dele”.

A sua paixão pelo ‘dragão’ levou-o a fazer uma grande tatuagem do símbolo do FC Porto no braço, sinal do seu “grande amor pelo clube” e que “vai morrer consigo”, apesar de ter sido feita há somente duas semanas, “no dia em que o Benfica perdeu 2-0 no Marítimo”.

A esgueirar-se entre carros e motos mais ou menos adornados pelas cores azul e branca, Orlando Fonseca “não tinha qualquer dúvida” de que ia celebrar esta noite, recordando que “o ‘dragão’ sabe sofrer e sabe saber campeão”.

“O nosso título vale por dois, porque temos de ser melhores do que os outros e outras coisas extra”, desabafou, admitindo o “maior sofrimento” este ano por não poder ir ao estádio.

Montado na sua mota com uma pendura atrás, o adepto admite que a falta de público ajudou a “nivelar por baixo a qualidade geral” do campeonato, ainda assim garante que “o FC Porto foi melhor”.

“O mérito foi da equipa que se uniu. Teve entusiasmo para jogar com público zero. Deve ser triste e desmotivante. Uniram-se e conseguiram ser melhores do que os outros”, elogiou.

Brad Whitman é um norte-americano a viver em Madrid que veio com uma amiga espanhola ao Porto especialmente para celebrar o título.

“Somos campeões e o Casillas é o maior guarda-redes do mundo. Estou aqui de férias e felicíssimo pelo FC Porto, a melhor equipa em Portugal”, vaticinou, equipado a rigor.

Sérgio Neto não se importava de celebrar no sofá, na terça-feira, ou esta noite, desde que houvesse festa: “Foi sofrido, mas muito saboroso. Por tudo o que a equipa passou, as vicissitudes, todo o poder instalado. Foi fantástico. Soube que nem ginjas. Valeu pelo espírito à Porto, sob a égide de Pinto da Costa”.

Diana Soares garante que o FC Porto é o seu “grande amor” e Zé Luís o seu ídolo – “o meu orgulho, sou vidrada nele, fã número um” -, celebrando esta noite numa época atípica na qual “a covid-19 afetou muito o futebol”.

Aqui e ali, ouvia-se um pedido de “[Luís Filipe] Vieira na prisão”, contudo o foco estava mesmo na celebração do 29.º título.

Em tempos de pandemia, os foliões concentraram-se sobretudo em viaturas particulares e menos em ajuntamentos. Vários elementos dos Super Dragões, claque que inicialmente celebrou junto ao Estádio do Dragão, juntaram-se mais tarde à festa, sempre ordeira e sem registo de incidentes na baixa.

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