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Jornadas debatem violência doméstica na comunidade portuguesa na Suíça

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O Embaixador de Portugal em Berna, António Ricoca Freire, considerou na sexta-feira, que “a violência doméstica é um problema de cada lar, de cada homem e de cada mulher”, ao falar na abertura das Jornadas sobre Violência Doméstica na cidade de Lausana.

A problemática da violência doméstica está em debate, até domingo, num encontro promovido pela associação Change Mind-Global Aid (CMGA), com sede em Lucerna, com o objetivo de colaborar de no combate à violência doméstica, “quaisquer que sejam as suas formas de manifestação”.

Na ocasião, o diplomata leu uma mensagem do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, destinada à CMGA.

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“O desafio que vos coloco é de continuar a enfrentar esse combate depois desta pioneira reflexão dirigida aos portugueses que vivem e trabalham na Suíça, levando-a, quem sabe, às nossas comunidades no resto do mundo”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem lida pelo embaixador, agradecendo a iniciativa, que considera ser um estímulo para outras atividades associativas na Suíça, e valorizou a “coragem” de Manuela Souto Abreu, presidente da associação.

Na sua intervenção, Antonio Ricoca Freire referiu que “a violência doméstica é um tema que a todos deve preocupar”, manifestando preocupação com a violência no namoro, uma das problemáticas atuais mais discutidas.

A presidente da CMGA, Manuela Souto Abreu, disse à agência Lusa que a organização do encontro surgiu após “um episódio de tragédia familiar que ocorreu no ano passado, no mês de maio” e reforçou a importância da participação do cidadão comum no processo de denúncia da violência doméstica.

“É fundamental que a população se mantenha ativa e que denuncie os casos de violência doméstica. Nas escolas, os professores, devem também estar atentos a esses sinais para que sejam tomadas medidas para a proteção dessas vítimas que ainda se escondem”, afirmou.

Maribel Rodriguez, chefe do Gabinete para a Igualdade entre Mulheres e Homens (BEFH) e delegada pela Igualdade do Cantão de Vaud, alertou para a importância de quebrar a “reprodução intergeracional”, porque, segundo ela, “o problema encontra-se no seio familiar e é neste segmento que se deve atuar”, afirmou.

Por seu turno, Nuno dos Santos, presidente da Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa (AACP), afirmou à agência Lusa que “a iniciativa é de extrema relevância (…) e vem provar às vítimas que não se encontram sós no processo de combate à violência doméstica”.

O debate estende-se até domingo, na cidade de Zurique, onde será feito o encerramento das jornadas.

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