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Marcelo vai encontrar em Berlim comunidade portuguesa “mais consolidada”

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Foto; Arquivo

O Presidente da República vai encontrar uma comunidade portuguesa “muito diversa” e “mais consolidada”, admite Alfredo Stoffel, conselheiro das comunidades.

“Vem menos gente para a Alemanha e temos uma comunidade mais consolidada. Quem veio, e procurou sítio para trabalhar, conseguiu-o. Este é um país que, embora tendo algum desemprego, tem falta de mão de obra, sobretudo qualificada. O mercado de trabalho está apto a receber pessoas bem formadas, quadros médios e superiores e, para quem procura isso, a Alemanha continua a ser um país atrativo”, revelou o conselheiro das comunidades portugueses, em declarações à agência Lusa.

A emigração portuguesa para a Alemanha registou, este ano, o valor mais baixo desde 2011. Segundo o Observatório da Emigração, 7200 portugueses fixaram-se na Alemanha, em 2018, um valor que confirma a tendência de decréscimo dos últimos anos.

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“Temos uma comunidade muito diversa e que varia consoante as regiões. Em Berlim, por exemplo, estão os novos emigrantes. Há também uma comunidade ‘mais clássica’, na segunda e terceira geração, que se adaptou à região onde vive, e com filhos que já são luso-alemães. É uma comunidade muito variada e enquadrada na sociedade”, destaca Alfredo Stoffel.

“Penso que o Estado português tem de dar atenção à situação dos reformados e dos que se querem reformar, temos de ter uma boa justiça fiscal, perceber porque é que existem ainda casos de dupla tributação (…), valorizar ainda mais o português como língua estrangeira e também como língua curricular nas escolas alemãs”, sustenta.

Alfredo Stoffel mostra-se satisfeito com o trabalho que tem sido levado a cabo pelo governo português em relação às comunidades portuguesas no estrangeiro, sublinhando a importância de o valorizar e de o tentar melhorar quando não corre tão bem.

“Acho que este governo olhou para as comunidades com olhos de ver, apesar de sabermos que não podem fazer tudo. Além disso há uma boa sintonia entre o Presidente da República e o primeiro-ministro”, sublinhou.

“É importante ver os que saem como uma mais-valia para Portugal. Nós, apesar de não estarmos no país, trabalhamos e fazemos muito por Portugal, não somos piores nem melhores que os que decidiram ficar, e que sofrem na pele problemas como o desemprego ou os baixos ordenados. A comunidade é algo vivo, um prolongamento do país”, defendeu Alfredo Stoffel.

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