O presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, autoproclamou-se presidente interino do país durante um comício, numa fase em que centenas de milhares de pessoas protestam nas ruas contra o governo do presidente Nicolás Maduro. Vários países já reconheceram Guaidó enquanto novo líder, entre os quais os EUA e o Brasil.
Segundo a Agência Reuters, Guaidó, de 35 anos, disse que estaria disposto a assumir a presidência do país temporariamente com o apoio das forças armadas para poder marcar eleições.
“Levantemos a mão, hoje 23 de janeiro, na minha condição de presidente da Assembleia Nacional e perante Deus todo-poderoso e a Constituição, juro assumir as competências do executivo nacional, como Presidente Encarregado da Venezuela, para conseguir o fim da usurpação (da Presidência da República), um governo de transição e eleições livres”, disse, perante uma multidão de seguidores.
Juan Guaidó começou por fazer referência a vários artigos da Carta Magna venezuelana e fez os manifestantes jurarem comprometer-se em “restabelecer a Constituição da Venezuela”.
“Hoje, dou um passo com vocês, entendo que estamos numa ditadura”, disse vincando saber que a sua autoproclamação “terá consequências”.
Por outro lado, dirigiu-se ao Presidente Nicolás Maduro, sublinhando que “aos que estão a usurpar o poder, digo, com o grito de toda a Venezuela: vamos insistir até que regresse a água e o gás, até que os nossos filhos regressem, até conseguir a liberdade”.

