Documentos secretos apresentados na semana passada por agências de informação americanas a Donald Trump incluem alegações de que agentes russos afirmam ter informações pessoais e financeiras comprometedoras sobre o presidente eleito dos EUA, diz uma reportagem exclusiva da rede CNN. A emissora diz ter recebido a informação de “várias fontes oficiais com conhecimento direto desses documentos”.
Segundo a CNN, as alegações foram apresentadas numa sinopse de duas páginas anexada ao relatório sobre a interferência russa na eleição de 2016. Elas têm origem, em parte, nos comunicados compilados por um ex-agente dos serviços secretos britânicos considerado credível pelos oficiais americanos.
O FBI está a investigar a credibilidade e a precisão dessas alegações, que são baseadas primariamente em informações de fontes russas, que por sua vez não deram mais detalhes.
Os relatórios secretos foram apresentados a Trump na semana passada por quatro chefes dos serviços secretos americanos. Uma das razões para incluir o anexo sobre o presidente eleito foi para torná-lo ciente de que essas informações que o envolvem estão circulando entre serviços secretos, membros do Congresso e outros funcionários governamentais em Washington, disseram as fontes à CNN.
A sinopse também foi incluída para demonstrar que a Rússia compilou informações potencialmente prejudiciais aos dois partidos políticos principais dos EUA, mas só divulgou informações negativas de Hillary Clinton e dos democratas.
O anexo também incluía alegações de que houve uma contínua troca de informações durante a campanha entre subordinados de Trump e intermediários do governo russo, de acordo com dois funcionários da segurança nacional ouvidos pela CNN.
A estação de televisão afirma que tentou falar com a equipa de transição de Trump, mas que não ninguém quis comentar.


































