Boris Johnson, o político mais colorido da Grã-Bretanha com um longo histórico de gafes e escândalos, foi nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros, na quarta-feira, pela nova primeira-ministra Theresa May, o que pode abalar a diplomacia mundial.
O antigo mayor de Londres e um dos políticos mais polémicos do Reino Unido, com linguagem pouco diplomática, foi durante muito tempo apontado como o principal candidato ao lugar de chefe de governo.
Depois de ter “ganho” o referendo, e logo após a demissão de Cameron, anunciou que não se candidatava à liderança do Partido Conservador. Agora, apesar de defender a saída do Reino Unido da União Europeia, foi escolhido para liderar a diplomacia britânica.
Mas a nomeação de um homem que, no período de preparação para o referendo, comparou as metas da UE com as de Adolf Hitler e Napoleão, é susceptível de causar consternação nas capitais europeias.
Johnson também fez acusações de racismo durante a campanha, sugerindo num artigo de jornal que o presidente dos EUA, Barack Obama, era “o presidente meio queniano, da aversão ancestral ao império britânico”, por causa do desaparecimento do busto de Winston Churchill da Sala Oval.
A ascensão a um dos quatro grandes ministérios foi a última reviravolta de uma carreira cheia de acontecimentos para o homem referido simplesmente como “Boris”, conhecido na Grã-Bretanha e fora, pela sua personalidade cómica, de cabelo platinado e desgrenhado.
Johnson originalmente começou como jornalista em Bruxelas, em seguida, entrou na política no Partido Conservador, enquanto que ia sendo mais conhecido através de uma série de aparições num programa de comédia na TV.



































