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Venezuela: Eurodeputado denunciará a TAP pelos altos preços entre Caracas e Lisboa

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O eurodeputado português José Inácio Faria (MPT) anunciou hoje que denunciará perante o Parlamento Europeu a TAP, pelos altos preços que pratica nas viagens entre Caracas e Lisboa, que atingem quase o triplo do sentido inverso.

“As viagens entre a Venezuela e Portugal são caríssimas e não se compreende isso, é uma questão que vou levantar na Comissão Europeia. É inadmissível e isto não se compadece com a proximidade que devemos ter com as nossas comunidades espalhadas pelo mundo”, disse o deputado do Partido da Terra à agência Lusa e à RDP, à saída de um encontro com membros a secção venezuelana do Conselho das Comunidades Portuguesas, que teve lugar no âmbito de uma visita de quatro dias a Caracas, durante a qual participará como observador nas eleições parlamentares de domingo.

“Quem se desloca de Lisboa a Caracas paga um determinado valor (entre 800 e 900 euros), mas se um português na Venezuela ou um venezuelano quiser ir a Lisboa paga o dobro ou o triplo do que a viagem custa no sentido inverso”, queixou-se.

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Segundo o eurodeputado, há ainda uma “discrepância de valores” entre quem visita Caracas e quem vai, por exemplo, para o Brasil, “que paga três vezes menos do que numa deslocação à Venezuela”.

“Como é que é possível uma companhia europeia fazer esta discriminação em termos de deslocações”, questionou, frisando que a Comissão Europeia “tem que se pronunciar” sobre este assunto, que “é da sua competência”.

Questionado sobre as dificuldades dos portugueses e venezuelanos no acesso a euros para poder pagar as viagens, explicou que se trata de um constrangimento que tem a ver com o país.

“Há quatro sistemas de câmbio na Venezuela, três oficiais e um que não é oficial. O problema não está aí, está naquilo que a companhia aérea cobra, a forma de pagamento será outra questão”, disse.

Na Venezuela vigora, desde 2003, um sistema de controlo cambial que impede a livre obtenção local de moeda estrangeira.

Esta situação e dificuldades para repatriar capitais levaram as companhias aéreas a limitar as vendas a pagamentos em moeda estrangeira, obrigando os passageiros a recorrer a cartões de crédito de bancos internacionais (portugueses e outros) para pagar as viagens.

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