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Tâmega e Sousa é região-piloto de projeto do Banco Europeu de Investimento

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O Tâmega e Sousa vai ser a região-piloto, a nível europeu, de um projeto do Banco Europeu de Investimento (BEI) virado para os pequenos negócios, foi hoje revelado em conferência de imprensa, em Penafiel.

Francisco Paulo Coelho, diretor-geral do Instituto do BEI, explicou que se trata de um projeto novo da instituição, em fase de conceção, anunciando que, se tiver sucesso, poderá ser alargado a outras regiões da Europa, incluindo portuguesas.

Uma delegação do BEI visitou, na segunda-feira e hoje, vários projetos de empreendedorismo ligados aos recursos endógenos na região do Tâmega e Sousa, para conhecer a dinâmica do território no domínio dos pequenos negócios de iniciativa local.

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Na conferência de imprensa, aquele quadro recordou que a instituição está tradicionalmente volta para o financiamento de grandes projetos, mas o que hoje foi apresentado em Penafiel é o primeiro com um objetivo mais local, virado para a economia social.

O banqueiro sublinhou que a instituição chegou à região com “uma folha em branco” relativamente às características que terá o projeto-piloto, frisando será desenhado em articulação com os autores locais e regionais, incluindo autarquias e agências de desenvolvimento.

Emídio Gomes, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), que acompanhou a visita à região, sublinhou que o projeto terá “uma matriz económica, mas olhando para uma realidade concreta”.

“Vai ajudar a pequena economia que cria emprego, valor e inovação”, acentuou, acrescentando que se trata de “um desafio novo para a região, ajudando ajudar a fazer grandes os pequenos projetos”.

“O caderno de encargos, à partida, é branco, mas nós sabemos como concretizá-lo”, disse, prosseguindo: “É um projeto que pode marcar pela diferença e marcar um novo caminho de mudança, seguro e virado para as pessoas que aqui vivem”.

Emídio Gomes e o representante do BEI disseram que o montante da linha de crédito não está definido, nem o calendário dos financiamentos, mas ambos frisaram a intenção de ter os primeiros projetos fechados em 2016.

“Os valores serão os que forem precisos”, previu o presidente da CCDRN, destacando a disponibilidade financeira da entidade financeira.

Emídio Gomes mostrou-se seguro de que o apoio do BEI poderá exponenciar a intervenção do 2020, facilitando o acesso das pequenas e microempresas, de negócios locais, aos fundos estruturais. Segundo observou, a expectável que a obtenção de crédito por parte da pequena economia garantirá em melhores condições a componente privada dos projetos comparticipados pelos fundos do novo quadro comunitário, nomeadamente no âmbito do programa Prover.

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Gonçalo Rocha, destacou o “pioneirismo do projeto” e o que isso representa “como oportunidade e desafio”.

Para o autarca de Castelo de Paiva, é importante o BEI poder “apoiar pequenas iniciativas de gente com vontade de fazer coisas e que podem ter aqui a oportunidade das suas vidas”.

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